- O dólar abriu em queda, a R$ 4,9476, queda de 0,41% na abertura, após a divulgação da ata do Copom que aponta efeitos da guerra na inflação e nas expectativas.
- Investidores acompanham o aumento da tensão no Oriente Médio entre EUA e Irã, com relatos de confrontos no estreito de Hormuz e impactos sobre o fluxo de petróleo.
- O petróleo segue volátil, com o Brent em torno de US$ 114,03 por barril, atingindo máximas acima de US$ 115,00 em meio a temores de interrupção no suministro global.
- As taxas DI, referências para a Selic, subiram, com o DI para janeiro de 2028 em 13,960% e o para janeiro de 2035 em 13,890%.
- O Desenrola 2.0 foi lançado para renegociação de dívidas de pessoas que ganham até cinco salários mínimos, com descontos e uso do FGTS; bancos avaliam impactos no curto prazo.
O dólar abriu em queda nesta terça-feira (5), após a divulgação da ata do Copom que destacou efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação. O mercado também avalia novas tensões entre EUA e Irã e o impacto no estreito de Hormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo mundial.
Às 9h08, o dólar caía 0,41%, a R$ 4,9476. Na segunda-feira, fechou em alta de 0,28%, a R$ 4,967, com a Bolsa recuando 0,87% para 185.600 pontos. Relatos de ataques no estreito de Hormuz elevam a incerteza entre investidores.
A ata do Copom ressaltou impactos da guerra mundial na inflação brasileira e sinalizou a possibilidade de ajustes nas expectativas de política monetária. O dólar acompanha o exterior, com o índice DXY subindo 0,25%, a 98,41 pontos.
Cenário externo e petróleo
O preço do petróleo Brent avançou 2,49%, para US$ 114,03 por volta das 17h, com alta intradiária de 6,54%. As tensões no Oriente Médio ajudam a sustentar o movimento de valorização das commodities.
Cenário doméstico e perspectivas
No Brasil, o DI de 2028 fechou em 13,960%, alta de 17 bp. A curva também elevou a percepção de juros futuros. O lançamento do Desenrola 2.0 ficou no radar, com regras para renegociação de dívidas de até R$ 8,2 bilhões e descontos de até 90%.
Análises e visão de mercado
Especialistas ressaltam que o foco permanece nas tensões externas, que influenciam inflação, juros e câmbio. Investidores buscam proteção, o que costuma favorecer o dólar e pressionar ações. A XP mantém perspectiva de avanços de médio prazo para a bolsa brasileira, ainda que haja correção no curto prazo.
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