- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo busca neutralidade fiscal para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio, mantendo o orçamento aprovado pelo Congresso.
- Durigan afirmou que não fará mais fiscal por conta da guerra, mas também não fará menos, para não comprometer a política fiscal.
- Ele destacou que nenhuma medida em resposta à guerra no Irã será “a perder de vista”.
- Segundo Durigan, a alta de combustíveis no Brasil está sob controle, com a Petrobras amortizando a volatilidade das cotações internacionais (não fixando preços).
- Em entrevistas no FMI em Washington, Durigan disse que ministros de Fazenda lembram que os EUA enfrentam dificuldades para conter o tempo da guerra, e que o conflito tende a perdurar devido a condições regionais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o governo busca neutralidade fiscal nas medidas para mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio. Ele citou desonerações e subsídios para manter os preços dos combustíveis estáveis.
Durigan disse que o Brasil não pode ser parceiro da guerra e que não fará mais ações fiscais em função do conflito, mas nem reduzirá a atuação. O objetivo é cumprir o orçamento aprovado pelo Congresso, mantendo equilíbrio fiscal.
O ministro acrescentou que nenhuma medida relacionada ao Irã será tomada sem considerar o custo-benefício, e que o governo não pretende que tais ações tenham efeito ilimitado. Segundo ele, a estabilidade do abastecimento no Brasil é preservada.
Contexto internacional
Durigan participou de conversas com ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais durante o FMI, em Washington, em abril. A leitura considerada pelos participantes aponta que a guerra pode se alongar, dadas as condições regionais.
Conforme relato do ministro, há percepção de que os Estados Unidos enfrentam dificuldades para controlar o tempo do conflito, entre Irã e Israel, o que pode prolongar tensões globais e impactos econômicos.
Entre na conversa da comunidade