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Fundo da Noruega é criticado por poupar petroleiras em votações climáticas

Fundo soberano da Noruega recua no engajamento climático em votações de Petrobras, ExxonMobil e Chevron, gerando preocupação com o risco financeiro do portfólio

Fundo da Noruega é criticado por poupar petroleiras em votações sobre clima
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  • O fundo soberano da Noruega, NBIM, continua buscando reduzir emissões até 2050, mantendo engajamento com as empresas e votações em assembleias como ferramenta.
  • Um relatório da ONG Framtiden i Vaare Hender analisou votações de 2025 em 23 processos relacionados a 12 produtoras de petróleo e gás, apontando recuo do engajamento ativo.
  • Em 2025, o NBIM desaprovou a gestão em apenas três votações, incluindo Petrobras, ExxonMobil e Chevron, segundo o levantamento.
  • A ONG alertou que o recuo pode se tornar permanente e comprometer as metas climáticas do maior investidor global.
  • O fundo afirmou que continua esperando alinhamento das companhias com trajetória de emissões líquidas zero e que a votação é apenas uma das ferramentas de engajamento.

O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, com cerca de US$ 2,2 trilhões, recuou seu engajamento ativo em mudanças climáticas nas empresas de seu portfólio, segundo um relatório de uma ONG ambiental divulgado nesta terça-feira. O documento aponta que o recuo ocorreu apesar das metas anunciadas pelo fundo.

Desde 2022, o objetivo é que as cerca de 7,2 mil empresas da carteira global atinjam emissões líquidas zero até 2050, em linha com o Acordo de Paris. A gestão NBIM define expectativas para conselhos, participa de votações em assembleias e pode desinvestir se as empresas não responderem.

O relatório do grupo Framtiden i Vaare Hender analisa 2025 e 23 votações prioritárias em 12 companhias de petróleo e gás, como BP, Shell, Petrobras, Chevron e ExxonMobil, todas com expansão de produção de combustíveis fósseis. A ONG afirma que a NBIM sinalizou desaprovação apenas em três casos.

A organização aponta que o histórico de votação evidencia uma redução do engajamento do maior investidor ativo do mundo em risco climático financeiro, o que pode se tornar permanente se mantido o recuo. Por sua vez, o fundo disse à Reuters que espera que as empresas alinhem atividades com trajetórias de emissões líquidas zero e divulguem planos de transição confiáveis.

O NBIM reforçou que o engajamento permanece central para estimular mudanças em direção à meta de 2050, com a votação entre as ferramentas disponíveis e diálogo contínuo com as maiores emissoras. O objetivo é incentivar modelos de negócios com emissões líquidas zero até 2050.

BP em foco

Segundo a assessora de finanças sustentáveis, as ações da NBIM na assembleia da BP, em abril, mostraram gestão de risco climático com menos agressividade em exigir transparência. Em três ocasiões, a NBIM optou por proteger a posição do conselho, contrária à postura de parte dos investidores que pediam maior supervisão da estratégia de combustíveis fósseis.

O fundo afirmou que não apoia propostas de acionistas consideradas excessivamente prescritivas em relação à estratégia ou metas da empresa. A nota destaca que o foco continua na promoção de transparência e de caminhos credíveis de transição para emissões líquidas zero.

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