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Governo lança novo Desenrola, com impacto esperado limitado

Especialistas veem o Desenrola como alívio de curto prazo para a inadimplência, mas apontam necessidade de medidas estruturais para reduzir o endividamento e evitar risco moral

Camila Abdelmalack: “O estoque de dívidas aumentou de maneira expressiva e isso acabou tomando uma proporção muito grande da renda” — Foto: Gabriel Reis/Valor
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  • Foi lançada ontem a nova edição do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.
  • Especialistas e associações setoriais veem a medida como válida, mas com efeito limitado a curto prazo.
  • O impacto esperado é de contenção da inadimplência, porém não resolve o endividamento de forma estrutural.
  • A atuação pode gerar risco moral, com chances de o consumidor deixar de pagar esperando nova oportunidade no futuro.
  • Também se aponta que qualquer benefício para a economia ou para o balanço dos bancos tende a ser restrito.

O governo lançou ontem uma nova edição do programa Desenrola, destinado à renegociação de dívidas de pessoas físicas. A iniciativa visa reduzir a inadimplência por meio de acordos com credores, buscando alavancar o consumo.

Especialistas e associações setoriais reconhecem a medida como válida, mas apontam efeito de curto prazo. O impacto na economia e no balanço dos bancos deve ser limitado, segundo eles.

Há ainda o questionamento sobre risco moral, em que consumidores poderiam deixar de quitar dívidas renegociadas, esperando novas oportunidades futuras. A avaliação leva em conta incentivos e comportamentos de consumo.

Para enfrentar o endividamento de forma estruturada, defendem políticas complementares. Entre as propostas estão medidas que atuem na renda, no crédito e na educação financeira, com efeitos mais duradouros.

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