- Foi lançada ontem a nova edição do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.
- Especialistas e associações setoriais veem a medida como válida, mas com efeito limitado a curto prazo.
- O impacto esperado é de contenção da inadimplência, porém não resolve o endividamento de forma estrutural.
- A atuação pode gerar risco moral, com chances de o consumidor deixar de pagar esperando nova oportunidade no futuro.
- Também se aponta que qualquer benefício para a economia ou para o balanço dos bancos tende a ser restrito.
O governo lançou ontem uma nova edição do programa Desenrola, destinado à renegociação de dívidas de pessoas físicas. A iniciativa visa reduzir a inadimplência por meio de acordos com credores, buscando alavancar o consumo.
Especialistas e associações setoriais reconhecem a medida como válida, mas apontam efeito de curto prazo. O impacto na economia e no balanço dos bancos deve ser limitado, segundo eles.
Há ainda o questionamento sobre risco moral, em que consumidores poderiam deixar de quitar dívidas renegociadas, esperando novas oportunidades futuras. A avaliação leva em conta incentivos e comportamentos de consumo.
Para enfrentar o endividamento de forma estruturada, defendem políticas complementares. Entre as propostas estão medidas que atuem na renda, no crédito e na educação financeira, com efeitos mais duradouros.
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