- O GPA conseguiu adesão de 57% dos credores para o plano de recuperação extrajudicial, reduzindo a dívida não operacional de R$ 4,5 bilhões em mais de cinquenta por cento.
- O plano prevê a conversão da dívida em debêntures em duas opções: emissão de R$ 2,5 bilhões em duas séries ou emissão de R$ 2 bilhões com deságio de setenta por cento.
- A reestruturação reduzirá o desembolso nos próximos três anos de R$ 5,2 bilhões para R$ 800 milhões, e elevará o prazo médio da dívida de 2,1 para 6,4 anos.
- A companhia ainda enfrenta R$ 17 bilhões em contingências fiscais e trabalhistas, e foca na melhoria das operações e da experiência do cliente, com a diretoria reformulada.
- O plano, protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da comarca de São Paulo, espera homologação em até trinta dias e estabelece condições iguais para todos os credores.
O GPA obteve a adesão de 57% dos credores não operacionais ao seu plano de recuperação extrajudicial. O acordo reduz a dívida não operacional de R$ 4,5 bilhões em mais de 50%, segundo o anuncio oficial. A medida foi protocolada na 3ª Vara de Falências de São Paulo.
O plano prevê a conversão da dívida em debêntures, com duas opções para os credores escolherem. Uma emissão total de R$ 2,5 bilhões, dividida em duas séries, e outra de R$ 2 bilhões com deságio de 70%.
Os resultados esperados incluem a redução do desembolso da empresa nos próximos três anos de R$ 5,2 bilhões para R$ 800 milhões. O prazo médio da dívida subir de 2,1 para 6,4 anos.
Plano de recuperação
A rede GPA, proprietária do Pão de Açúcar e do Extra, busca consolidar a reestruturação para retomar operações eficientes. O CEO Alexandre Santoro disse que a liquidez foi o tema inicial, e agora a agenda avança para a dívida financeira.
O plano, apresentado ao Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital, oferece duas opções de emissão de debêntures para todos os credores, sem diferenciação de classes.
A primeira opção consiste em R$ 2,5 bilhões: uma série de R$ 1,5 bilhão com CDI mais 2,5% e dois anos de carência, vencimento em 2031; outra série de R$ 1 bilhão com conversibilidade em equity entre 2027 e 2031.
A segunda opção, de R$ 2 bilhões, prevê deságio de 70%, resultando em dívida de cerca de R$ 600 milhões com vencimento em 2036.
Impactos financeiros
Despesas futuras caem de R$ 5,2 bilhões para R$ 800 milhões nos próximos três anos. O custo da dívida passa de CDI mais 1,8% para CDI mais 0,5%. A alavancagem é estimada pela empresa em cerca de 2,3 vezes, com dívida líquida ajustada indicando 2,4x de Ebitda em 2025.
O GPA enfrentava vencimentos de R$ 2,3 bilhões até 2026, com fluxo de caixa operacional de R$ 1,3 bilhão no fim de 2025, crescimento de 37,8%. A companhia também contabiliza contingências de R$ 17 bilhões em passivos fiscais e trabalhistas.
O processo de recuperação teve apoio inicial de credores que respondem por 46% da dívida, com participação de bancos relevantes. Entre eles, Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual estiveram envolvidos na etapa inicial.
Perspectivas
Com a reestruturação, o GPA mira melhoria operacional e experiência do cliente. A empresa já reformou a diretoria para reforçar a frente de varejo e elevar eficiência. O foco permanece em cumprir o novo plano e equilibrar o caixa diante das contingências pendentes.
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