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Guerra no Irã causa prejuízo de US$ 40 milhões à Latam e lucro menor em 2026

Guerra no Irã eleva petróleo, Latam registra prejuízo de US$ 40 milhões no 1º trimestre e revisa projeções de EBITDA, alavancagem e liquidez para 2026

O aeroporto de Congonhas, em São Paulo
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  • A Latam registrou prejuízo de US$ 40 milhões no primeiro trimestre, devido à guerra no Irã e à alta do petróleo.
  • A empresa revisou as expectativas de preço do petróleo, prevendo US$ 170 por barril para o segundo e o terceiro trimestres de 2026 e US$ 150 para o fim do ano (anteriormente estimado em US$ 90).
  • O Ebitda projetado caiu de US$ 4,2–4,6 bilhões para US$ 3,8–4,2 bilhões; a alavancagem passará a ser ≤1,8x (em vez de ≤1,4x) e a liquidez estima-se em ≥US$ 4,5 bilhões (antes era >US$ 5,0 bilhões).
  • O presidente-executivo Antonio Cadier disse que a Latam reduziu em quase três por cento os voos previstos para junho, devido ao aumento do custo do combustível; ajustes para o terceiro e o quarto trimestres não foram feitos ainda.
  • Mesmo com o impacto, a Latam reportou lucro líquido de US$ 576 milhões no trimestre, margem operacional ajustada de 19,8%, e caixa de US$ 391 milhões, com liquidez total acima de US$ 4,1 bilhões.

A Latam apresentou resultados do primeiro trimestre marcados pelo impacto da guerra envolvendo o Irã, que elevou os preços do petróleo e do combustível de aviação. A companhia registrou prejuízo de US$ 40 milhões no período, revelado em linha de results release.

O conflito levou a revisões de projeções, especialmente no preço do petróleo. A Latam passou de US$ 90 para US$ 170 por barril para o 2º e 3º trimestres de 2026, e para US$ 150 no fim de 2026, conforme a empresa. O Brent fechou o dia em US$ 110,31, queda de 3,61%.

A companhia manteve, porém, avaliação de resultados que inclui desempenho financeiro positivo. Em relação aos indicadores, a Latam reduziu em quase 3% a oferta de voos para junho por conta da alta do combustível. Não houve ajuste ainda para o terceiro e quarto trimestres.

Resultados e projeções

A Latam indicou queda na projeção de Ebitda para 2026, com margem esperada entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões, frente faixa anterior de US$ 4,2 bilhões a US$ 4,6 bilhões. A alavancagem líquida ajustada passou a prever até 1,8x, e a liquidez ficou estimada em no mínimo US$ 4,5 bilhões.

Segundo o CFO Ricardo Bottas, as decisões consideram a resiliência da demanda e a capacidade de absorver custos mais altos, monitorando as condições de mercado. O CEO Jerome Cadier destacou que a empresa acompanha com parceiros comerciais o risco de desabastecimento de combustível, tido como improvável no momento.

Operação e liquidez

Apesar do cenário desafiador, a Latam informou lucro líquido de US$ 576 milhões no 1º trimestre, com margem operacional ajustada de 19,8%. O grupo registrou crescimento de 10,4% na capacidade e de 9,1% no número de passageiros transportados, totalizando 22,9 milhões. A taxa de ocupação ficou em 85,3%.

O fluxo de caixa operacional foi de US$ 391 milhões no período, mantendo a liquidez total acima de US$ 4,1 bilhões, equivalente a 27% da receita dos últimos 12 meses. O Ebitda ajustado ficou em US$ 1,3 bilhão para o trimestre.

Observações sobre operação internacional

Cadier comentou que, se o mesmo de proposta da chamada escala 6×1 for mantido, a Latam poderá sofrer impactos na operação internacional. Caso o projeto inclua aeronautas, podem ocorrer mudanças que tornem inviável manter voos de mais de oito horas. Se a proposta abranger apenas aeroviários, o impacto seria menor devido ao número limitado de funcionários nessa categoria.

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