- Hugo Boss anunciou lucro operacional do primeiro trimestre de 35 milhões de euros, abaixo do ano anterior em 61 milhões, mas acima da previsão média de 30 milhões de euros.
- As ações da empresa subiram quase 5% após o resultado divulgado nesta terça-feira (5).
- O contexto geopolítico no Oriente Médio, incluindo a guerra envolvendo o Irã, pesou sobre os mercados e elevou os preços do petróleo.
- O grupo indicou queda notável no tráfego de lojas na região desde março, com o consumo global mais contido, gerando impacto estimado de cerca de 1% nas vendas.
- O diretor financeiro Yves Müller disse que a cadeia de suprimentos ainda não foi atingida pela guerra e que os custos de transporte devem ser gerenciáveis até 2026; aproximadamente cinquenta por cento dos materiais são da Europa, oferecendo flexibilidade logística.
O grupo de moda alemão Hugo Boss registrou lucro operacional superior às expectativas no primeiro trimestre, apesar da guerra no Oriente Médio afetar seus mercados. O resultado veio mesmo com a pressão de um contexto geopolítico volátil e de quedas na demanda regional.
O lucro antes de juros e impostos (EBIT) caiu para 35 milhões de euros, ante 61 milhões no mesmo período de 2024. Mesmo assim, ficou acima da linha divulgada pelos analistas, que apontavam previsão média de 30 milhões de euros.
A empresa mencionou que o desempenho ajudou a sustentar as ações, que subiram quase 5%. OCEO Daniel Grieder informou que os resultados refletem um ano iniciado com um roteiro claro, enfrentando um ambiente mais desafiador no trimestre devido aos acontecimentos no Oriente Médio.
Desempenho regional e impactos na cadeia de suprimentos
O grupo afirmou que o conflito provocou queda acentuada no tráfego de lojas na região desde março, com o sentimento do consumidor global permanecendo contido no período. Esse fator contribuiu para um impacto negativo estimado em cerca de 1% nas vendas.
O diretor de finanças, Yves Müller, disse que ainda não houve impactos perceptíveis na cadeia de suprimentos e que os custos de transporte devem permanecer sob controle até 2026. Ele ressaltou que aproximadamente 50% dos materiais da empresa vêm da Europa, o que confere maior flexibilidade à operação.
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