- A cantora Iggy Azalea é alvo de uma ação coletiva em um tribunal federal de Nova York, acusando-a de promover a meme coin MOTHER com utilidade no mundo real e integrações que não se concretizaram.
- A queixa sustenta que investidores foram induzidos a comprar o token com promessas não cumpridas de uso real, parcerias e suporte institucional, levando a perdas financeiras.
- O MOTHER foi lançado na rede Solana, atingiu capitalização de mercado superior a US$ 200 milhões semanas após o lançamento, mas caiu mais de 99% desde então.
- Segundo a ação, o cassino “Motherland” foi anunciado como parte do ecossistema, mas as operações principais teriam usado Tether; também alega-se que DreamVault e Unreal Mobile não funcionaram como prometido.
- O processo, movido pelo escritório Burwick Law, busca indenização para investidores, possivelmente com danos triplicados, além de honorários e júri; Kenneth Kolbrak é o autor da ação.
A rapper Iggy Azalea está sendo processada em um tribunal federal de Nova York por suposta fraude envolvendo a memecoin MOTHER, baseada na Solana. A ação foi apresentada no Distrito Sul de Nova York, nesta terça-feira, e aponta promessas não cumpridas de utilidade e parcerias que não se materializaram.
A queixa afirma que Azalea promoveu o token como tendo casos de uso reais e integrações comerciais que não aconteceram, levando investidores a comprar e manter o ativo. Os autores sustentam que a celebrity usou declarações específicas para induzir compras.
O autor Kenneth Kolbrak, residente no Wisconsin, busca indenização por perdas de investidores que compraram o MOTHER. Ele afirma ter adquirido o token confiando nas promessas de utilidade e não as teria feito ou teria pago menos.
Detalhes do processo
Azalea lançou o MOTHER em 2024 na rede Solana, com rápido incremento de valor e uma capitalização superior a US$ 200 milhões. O token chegou a operar perto de US$ 0,23, com avaliação total em cerca de US$ 227 milhões, segundo dados de mercado, mas sofreu queda superior a 99%.
A ação destaca que Azalea manteve forte envolvimento no projeto, promovendo eventos e conectando o token a um ecossistema que incluía um cassino denominado Motherland e outras iniciativas, como telecomunicações e um marketplace de varejo.
Segundo o processo, o cassino de 2025 utilizou principalmente Tether em suas operações, contrariando as alegações de financiamento pelo MOTHER. Também são citadas promessas de compras de celulares e pagamentos de contas com o token via Unreal Mobile, além de um marketplace DreamVault ainda não lançado.
A queixa questiona relacionamentos de Azalea com formadores de mercado crypto, como Wintermute e DWF Labs, apontando que investidores não foram informados sobre como esses acordos poderiam influenciar o preço do token.
O processo, movido pelo escritório Burwick Law, busca indenização por danos reais e legais, possíveis danos triplicados, honorários advocatícios e julgamento por júri. Identidades de outros réus ainda não foram reveladas.
Representantes de Azalea e do Burwick Law não responderam de imediato a pedidos de comentário.
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