- Ambev teve lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 2,1% na comparação anual; lucro líquido ajustado ficou em R$ 3,83 bilhões, ganho de 0,3%.
- Receita líquida de R$ 22,46 bilhões, queda de 0,1% na base reportada; crescimento orgânico de 8,1%.
- EBITDA ajustado de R$ 7,56 bilhões, avanço orgânico de 10,1%; margem EBITDA ajustada de 33,6% (alta de 60 pontos-base); volume total de 44,97 milhões de hectolitros (alta orgânica de 0,1%); fluxo de caixa operacional de R$ 3,16 bilhões (alta de 162,5%).
- Brasil: receita líquida de R$ 13,25 bilhões (+8,2%); volume caiu 0,2%; divisão de cerveja Brasil registrou receita de R$ 10,96 bilhões (+9,6%), com destaque para Stella Artois, Corona e Original; NAB Brasil (bebidas não alcoólicas) registrou receita de R$ 2,29 bilhões (+1,8%).
- Conselho aprovou distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de cerca de R$ 700 milhões com pagamento até dezembro de 2026; segunda parcela de JCP de R$ 1,2 bilhão deverá ser paga em 6 de julho de 2026.
A Ambev registrou lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 2,1% ante igual período de 2025. O lucro líquido ajustado ficou em R$ 3,83 bilhões, subindo 0,3%. O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 5 de maio de 2026.
A receita líquida totalizou R$ 22,46 bilhões, com queda de 0,1% nos números reportados. Em termos orgânicos, ou seja, excluindo efeitos cambiais e mudanças de escopo, houve incremento de 8,1%. O EBITDA ajustado chegou a R$ 7,56 bilhões, com alta orgânica de 10,1%.
O CEO Carlos Lisboa apontou um começo sólido de 2026, com volumes positivos de cerveja e crescimento de dois dígitos do EBITDA ajustado, além da expansão de margem. A empresa destacou avanço da estratégia de crescimento em três pilares que sustentam o momento atual.
Desempenho financeiro e operaciona
Entre os principais indicadores do trimestre, a margem EBITDA ajustada ficou em 33,6%, crescimento de 60 pontos-base. O volume total atingiu 44,97 milhões de hectolitros, estável frente ao mesmo período de 2025. O fluxo de caixa operacional somou R$ 3,16 bilhões, alta de 162,5%.
A receita líquida no Brasil ficou em R$ 13,25 bilhões, aumento de 8,2%. O volume total no mercado doméstico caiu 0,2% devido à retração de 3,9% em NAB (bebidas não alcoólicas). A cerveja Brasil cresceu 1,2% e registrou volume recorde para um 1º trimestre.
Desempenho por unidade de negócio
A divisão Cerveja Brasil gerou receita líquida de R$ 10,96 bilhões, alta de 9,6%, sustentada pela gestão de receita e pelo desempenho de marcas premium, como Stella Artois, Corona e Original, que puxaram o crescimento.
Na NAB Brasil, a receita avançou 1,8%, para R$ 2,29 bilhões, mesmo com a queda de volume. O EBITDA ajustado da unidade subiu 16,4%, com expansão de 400 pontos-base na margem.
Américas e Canadá
Na América Central e Caribe, volumes subiram 7,7% e a receita líquida teve alta orgânica de 10%. Na América Latina Sul, a receita cresceu 10,2% mesmo com queda de 0,5% nos volumes. No Canadá, a receita ficou estável em termos orgânicos, com recuo de 2% nos volumes.
Resultado financeiro e JCP
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,06 bilhão, piora de R$ 200,2 milhões ante o 1º trimestre de 2025. A empresa atribuiu o efeito a perdas com instrumentos derivativos e despesas financeiras maiores.
A companhia informou que o Conselho aprovou distribuição adicional de JCP de cerca de R$ 700 milhões, com pagamento até dezembro de 2026. Também foi definida a data de pagamento da segunda parcela de R$ 1,2 bilhão em JCP para 6 de julho de 2026.
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