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Maior assessor de voto do mundo questiona salário de Oliu no Sabadell por ser alto

ISS recomenda apoiar todos os itens da ordem do dia do Sabadell, mas critica o salário de Oliu e a transição de liderança para Armengol

Josep Oliu, presidente del Banco Sabadell.
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  • O Banco Sabadell realiza nesta semana uma assembleia de acionistas, a primeira desde a OPA do BBVA, com a transição de comando do CEO César González-Bueno para Marc Armengol.
  • O maior assessor de voto do mercado, Institutional Shareholder Services (ISS), recomenda votar a favor de todos os pontos da ordem do dia, incluindo a nomeação de Armengol, mas questiona o salário do presidente não executivo Josep Oliu.
  • Oliu recebeu 1,84 milhão de euros no ano passado; prevê-se um pacote de 1,5 milhão de euros de salário fixo, mais 100 mil euros por chairmanship, além de bônus pendentes de sua era como presidente executivo.
  • ISS critica salários elevados para presidentes não executivos e aponta cláusulas malus (desconto de bônus) e clawback (reembolso) como instrumentos com flexibilidade excessiva no Sabadell.
  • Além da indicação de Armengol como CEO e de Carlos Ventura como diretor-geral, a pauta inclui a renovação de três conselheiros; Armengol terá salário fixo de 1,37 milhão de euros, 30% abaixo do antecessor, com redução de bônus, e Ventura, 1,05 milhão de salário fixo mais bônus.

Banco Sabadell enfrenta nesta semana uma assembleia de acionistas relevante, a primeira desde a vitória na OPA pelo BBVA. A votação deve confirmar a transição de César González-Bueno para Marc Armengol como novo CEO.

O maior consultor de voto entre grandes fundos, ISS, recomenda votar a favor de todos os itens da ordem do dia. A ressalva diz respeito ao salário do presidente não executivo, Josep Oliu.

Oliu auferiu 1,84 milhão de euros em 2024, queda de 3,89% frente a 2023. A remuneração fixa prevista subirá para 1,5 milhão, mais 100 mil euros por assento no conselho, além de bônus pendentes de sua era como ex-presidente executivo.

ISS critica o salário fixo elevado para o cargo não executivo, em relação a padrões europeus. A observação cita também presidentes não executivos em outras empresas espanholas como referência de comparação.

Além disso, o relatório aponta que executivos podem receber bônus de acordo com a rentabilidade, mesmo que a mediana de mercado seja menor. Também questiona a flexibilidade de cláusulas malus e clawback.

No conjunto, a empresa recebe aprovação genérica de política de remuneração, com ressalvas sobre ajustes de curto e longo prazo alinhados ao desempenho. O documento avalia que práticas de mercado são, em geral, compatíveis com o negócio.

Mudanças na diretoria e remuneração

Marc Armengol será nomeado CEO, conforme previsto. Carlos Ventura assume papel de diretor-geral da divisão de empresas, com foco no negócio na Espanha e em Banca de Empresas, Particulares e Privada.

Armengol terá salário fixo de 1,37 milhão de euros, cerca de 30% abaixo do valor de González-Bueno. Os bônus de curto e longo prazo também terão redução de aproximadamente 27%.

Ventura terá salário fixo de 1,05 milhão de euros, com bônus de até 851 mil euros no curto prazo e até 379 mil euros no longo prazo. O ex-diretor executivo que deixou a liderança em 2024 não sofria esse nível de remuneração.

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