- O Brasil chegou a 82,8 milhões de inadimplentes, equivalentes a 50,5% da população adulta.
- O total devido soma 557 bilhões de reais, distribuídos em 338,2 milhões de dívidas, com valor médio de 1.647,64 reais; o setor financeiro responde por 47% das dívidas.
- Entre as dívidas com bancos, o cartão de crédito é a modalidade mais comum (73%), seguido de crédito pessoal (56%) e cheque especial (33%).
- Quase metade dos endividados com bancos acumula mais de uma dívida na mesma instituição (49%); 71% já tentaram negociar.
- A pesquisa, feita em parceria com o Opinion Box, ouviu 1.904 pessoas em abril, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%; desemprego ou perda de renda é apontado por 38% como principal motivo.
O Brasil registrou 82,8 milhões de inadimplentes em março, o que corresponde a 50,5% da população adulta. O valor total devido soma 557 bilhões de reais, distribuídos em 338,2 milhões de dívidas.
O estudo aponta que o valor médio de cada dívida é de 1.647,64 reais. O setor financeiro concentra quase metade das dívidas (47%) nesse mês, seguido por outros segmentos.
A série histórica da Serasa mostra crescimento no número de inadimplentes, com 64 milhões de dívidas negativadas em junho de 2020 e o patamar atual atingindo o maior registrado na série em março.
Perfil da inadimplência
Entre as dívidas, bancos e cartão de crédito representam 27,3% do total, contas básicas (água, luz) respondem por 21% e instituições financeiras por 20,2%.
Outros setores sumam: atividades de serviços (11,5%) e telecomunicações (4,56%). Desemprego ou perda de renda aparece como principal motivo, em 38%, seguido de gastos de emergência (16%) e descontrole financeiro (13%).
Dívidas com bancos
Entre as dívidas com bancos, o cartão de crédito é a modalidade mais comum, citada por 73% dos endividados. O crédito pessoal fica em 56% e o cheque especial em 33%.
Quase a metade dos inadimplentes com bancos acumula mais de uma pendência na mesma instituição (49%). Sobre negociação, 71% afirmam ter tentado renegociar as dívidas.
Aline Maciel, diretora da Serasa, explica que o crescimento da bancarização entre as classes D e E ajudou a elevar a participação de dívidas bancárias na inadimplência. A pesquisa foi realizada com 1.904 consumidores, em abril, em parceria com o Opinion Box, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de confiança.
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