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Moody’s: Desenrola 2.0 pode melhorar qualidade de ativos de varejo

Moody's vê benefício moderado e desigual para bancos com Novo Desenrola Brasil, dependente da elegibilidade e de pagamentos sustentados, com garantias de até R$ 15 bilhões

Sede da Moody's em Nova York
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  • Moody’s avalia que o Novo Desenrola Brasil pode reduzir a inadimplência, apoiando a normalização gradual da qualidade dos ativos no varejo; o benefício para bancos tende a ser moderado e desigual, conforme o número de pessoas com dívidas que aderirem.
  • O governo diz que os descontos médios podem chegar a 65% para débitos das famílias, com garantias do Fundo Garantidor de Operações de até R$ 15 bilhões.
  • A medida busca enfrentar o endividamento recorde das famílias, que chegou a 49,9% em fevereiro, segundo o Banco Central.
  • O programa está estruturado em quatro eixos: famílias, empresas, devedores do Fies e pequenos agricultores familiares, sendo o foco principal para as dívidas das famílias.
  • As renegociações ocorrerão nos próximos 90 dias, nas plataformas dos bancos, com descontos de 30% a 90% para débitos até 31 de janeiro, envolvendo cheque especial, rotativo e crédito pessoal sem consignação para quem ganha até cinco salários mínimos.

O Moody’s avalia que o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal para renegociação de dívidas, pode contribuir para a redução da inadimplência no país. A previsão é de normalização gradual da qualidade dos ativos no varejo, com efeitos limitados aos resultados dos bancos.

Segundo Lucas Viegas, vice-presidente Sênior Analista da Moody’s Ratings, o benefício para as instituições financeiras tende a ser moderado e desigual, dependendo do número de pessoas elegíveis e da sustentabilidade do fluxo de pagamentos renegociados ao longo do tempo.

O governo afirma que o programa pode oferecer descontos médios de 65% nos débitos das famílias, com garantias do Fundo Garantidor de Operações que chegam a até 15 bilhões de reais para viabilizar as renegociações com as instituições.

O Novo Desenrola Brasil foi estruturado em quatro eixos: para famílias, empresas, devedores do Fies e pequenos agricultores familiares. O eixo mais amplo trata das dívidas das famílias.

Para as famílias, os descontos variam de 30% a 90% em débitos até 31 de janeiro, vinculados a cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação, para quem ganha até cinco salários mínimos, ou até 8.105 reais mensais.

A magnitude do abatimento depende da data de origem da dívida, com maior desconto para dívidas mais antigas. As renegociações ocorrerão nos próximos 90 dias, diretamente nas plataformas dos bancos participantes.

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