- Nissan planeja cortar cerca de 900 postos de trabalho na Europa, o que representa aproximadamente 10% da força de trabalho na região.
- A fábrica de Sunderland, no Reino Unido, terá as duas linhas de produção reunidas em uma só e opera com cerca de cinquenta por cento da capacidade.
- A empresa manteve conversas com a chinesa Chery e potenciais parceiros para usar a capacidade ociosa da fábrica na produção de carros.
- Não houve divulgação de números sobre demissões administrativas no Reino Unido; não haverá cortes em Sunderland e o centro de distribuição de peças em Barcelona será reduzido.
- No Reino Unido, as vendas de carros novos caíram 13% nos primeiros quatro meses, com participação de mercado caindo de 4,7% para 3,7%; na União Europeia, as vendas caíram 8,3% no primeiro trimestre.
A Nissan confirmou planos de reduzir cerca de 900 postos na Europa, equivalentes a 10% da sua força de trabalho no continente, como parte de uma reestruturação para aliviar dificuldades financeiras. O recuo envolve França, Espanha e Reino Unido, com a de Sunderland central ao desenho de produção.
A empresa pretende consolidar as linhas de produção da fábrica de Sunderland em uma única linha, buscando também disponibilizar capacidade ociosa para parcerias com a Chery e outros potenciais parceiros. A operação de Sunderland opera atualmente com aproximadamente 50% de utilização.
A decisão ocorre em meio a um programa global de reestruturação que já prevê fechamento de fábricas e corte de 20 mil empregos, afetando o cenário da Nissan mundial. A montadora emprega cerca de 6 mil pessoas em Sunderland, onde é produzido o Leaf e onde o novo Juke elétrico será lançado em 2027.
Na prática, a Nissan não detalhou cortes adicionais de empregos administrativos no Reino Unido, mas confirmou ajustes em um centro de distribuição de peças em Barcelona e a reestruturação de operações nos países nórdicos. Além disso, a empresa disputa espaço com marcas chinesas no mercado britânico.
O desempenho de mercado no Reino Unido foi. As vendas de carros novos da Nissan caíram 13% nos quatro primeiros meses do ano frente a 2025, com participação de mercado recuando de 4,7% para 3,7%, segundo a SMMT. Enquanto isso, Chery detém cerca de 6% do mercado local, e BYD soma 3,5%.
Na União Europeia, as vendas da Nissan caíram 8,3% no primeiro trimestre, de acordo com a Acea, órgão europeu da indústria automotiva. A empresa busca, assim, reposicionamento para manter competitividade e empregos a longo prazo na região.
Entre na conversa da comunidade