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Nova ordem global traz oportunidades para o Brasil, diz Marcos Troyjo

Nova ordem ESG 2.0 abre oportunidades para o Brasil, destacando o agronegócio e terras raras, mesmo com incertezas macroeconômicas

Foto: Taba Benedicto/ Estadão
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  • Marcos Troyjo afirma que a nova ordem global, chamada ESG 2.0, oferece oportunidades para o Brasil, mesmo com incertezas macroeconômicas.
  • O país pode se beneficiar da força do agronegócio e do estoque de terras raras (minerais críticos), fortalecendo sua posição no cenário internacional.
  • Comparando blocos, o Brasil ganharia espaço ao lado de emergentes como China, Índia, Indonésia, Turquia, México e Arábia Saudita, com importâncias diferentes para a demanda global.
  • O acordo entre Mercosul e União Europeia é visto como o maior da história, com impactos esperados em exportações, importações, investimentos diretos e reformas internas.
  • Nos últimos 48 meses, o Brasil foi o segundo maior destino de investimento direto estrangeiro no mundo, destacando a atratividade, apesar da alta carga tributária e de desafios macroeconômicos.

Marcos Troyjo, economista e diplomata, afirma que a nova ordem global traz oportunidades para o Brasil. Ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, ele aponta ESG 2.0 como eixo, com foco em economia, segurança e geopolítica. O cenário é desafiador para muitos, mas propício ao Brasil.

Segundo Troyjo, o mundo migra para um tabuleiro mais político e estratégico. Comércio, moedas e reservas naturais podem ser instrumentalizados em negociações. Essa dinâmica, embora complexe, abre espaço para o país explorar vantagens no agronegócio e em minerais estratégicos.

Ele destaca que o Brasil pode se beneficiar de mercados emergentes, como China, Índia, Indonésia e México, em meio a uma demanda global crescente por alimentos e insumos. A carta brasileira, porém, depende de infraestrutura e gestão macroeconômica estáveis.

Oportunidades para o Brasil

Troyjo cita o papel dos minerais críticos. Dados do USGS apontam o Brasil entre os maiores detentores de reservas, o que pode alavancar a posição brasileira em negociações internacionais. O economista ressalta que o país tem vantagem competitiva em certos insumos para ciência.

No setor agro, o debate gira em torno de ganhos com a demanda de países com população em crescimento. Entretanto, a infraestrutura enfrenta gargalos logísticos, armazenagem e energia. A combinação de demanda global e limitações brasileiras gera riscos, mas também oportunidades.

A análise aponta que fluxos de investimento estrangeiro diretos revelam uma leitura favorável ao Brasil em períodos recentes. De 48 meses, o país ficou entre os maiores destinos, superando outros grandes agentes globais. Ainda assim, pressões fiscais elevadas e custo de crédito são entraves.

Mercosul, UE e abertura econômica

O acordo entre Mercosul e União Europeia é visto como histórico, com peso de 750 milhões de pessoas e US$ 25 trilhões. Espera-se aumento de exportações e de importações, além de maior fluxo de investimentos e impulso a parcerias de joint ventures.

O Banco Europeu de Investimento sinaliza diretrizes para financiar projetos fora da UE, ampliando oportunidades para a América Latina. A reforma interna brasileira é citada como necessária para acompanhar o novo ambiente comercial.

Abertura e estratégia de longo prazo

Antes de assumir a Secretaria Especial de Comércio, Troyjo usou indicadores do PIB para medir abertura do Brasil ao comércio. O país ainda importa menos que a média, mas avança. A diversificação de parceiros, com foco na relação com a Ásia e com a Europa, é apontada como essencial para ampliar participação no comércio mundial.

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