- A Costa Rica tem alta adesão a veículos elétricos por habitante e 18% das vendas de carros novos nos primeiros três meses do ano foram elétricas, atrás apenas do Uruguai na América Latina.
- A presença de marcas chinesas baratas, como BYD e Geely, é grande no país, com muitos EVs exibidos perto de San José.
- País promove EVs para reduzir a dependência do petróleo importado e aumentar a soberania energética, já que gera quase toda a eletricidade de fontes hidrelétricas.
- Lei aprovada em abril visa acelerar a construção de pontos de recarga; o presidente Rodrigo Chaves deve sancioná-la, com apoio de setores empresariais.
- Há preocupação sobre a capacidade da matriz elétrica de sustentar o crescimento, embora haja investimentos em geração, incluindo energia solar, e recargas geralmente feitas à noite.
Costa Rica intensifica a adoção de veículos elétricos diante da alta do petróleo, buscando reduzir a dependência de gasolina e diesel. A tendência, observada também na Etiópia e no Uruguai, é acompanhada por políticas de incentivo e investimento em infraestrutura de carregamento.
A adoção brasileira de EVs avança rapidamente: em 2026, EVs responderam por 18% das vendas de carros novos nos três primeiros meses no país, ficando atrás apenas do Uruguai na região. Marcas chinesas ganharam espaço significativo no mercado.
O cenário regional é impulsionado pela pressão de custos com combustíveis. Dados de Benchmark Mineral Intelligence indicam que as vendas de elétricos na América Latina, África e grande parte da Ásia cresceram 79% em março, ante o mesmo período de 2025, com alta de 48% no acumulado de 2025.
Costa Rica: fatores e perfil energético. O país não produz petróleo e depende quase inteiramente de energia hidrelétrica, o que facilita a transição para EVs. Autoridades citam ganho de soberania energética ao reduzir importações e diversificar a matriz elétrica.
Legislação e incentivos. Em abril, a Assembleia aprovou uma lei para ampliar a construção de pontos de carregamento. O presidente Rodrigo Chaves deve sancionar o texto, mantendo abertura para proprietários de EVs, segundo analistas locais.
Mercado local e acessibilidade. Modelos chineses, como Geely e BYD, dominam prateleiras a preços baixos, com alguns automóveis vendidos abaixo de US$ 20 mil. A adesão massiva tem sido motivada pela economia, e não apenas por aspectos ambientais.
Perfil do consumidor. Pesquisa da Asomove aponta que cerca de 70% dos entrevistados compraram EVs para reduzir gastos, não por razões ambientais. O barateamento de modelos contribui para a penetração no mercado.
Infraestrutura e desafios. A rede de carregamento avança, mas há preocupações sobre a capacidade da matriz elétrica de sustentar o aumento de demanda com o crescimento de frotas. O setor privado aposta em upgrades para atender o crescimento.
Operação pública e transporte. Em San José, ônibus elétricos de empresas locais passam a substituir frotas movidas a diesel, com foco em reduzir emissões e custos operacionais. A transição, no entanto, exige planejamento de rede e tarifas.
Visão de especialistas. Gestores associam a mudança ao ganho de segurança energética, ao tempo em que ressaltam a necessidade de ampliar geração, com solar e outras fontes, para acompanhar o crescimento da mobilidade elétrica.
Observação final. A Costa Rica destaca-se como referência para países de renda similar, mostrando que políticas públicas, incentivos e opções de baixo custo podem acelerar a adoção de EVs sem depender de grandes mercados automotivos. Fontes incluem Benchmark Mineral Intelligence e Asomove, com cobertura de veículos elétricos na região.
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