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Países adotam veículos elétricos para evitar choques nos preços do petróleo

Costa Rica, Etiópia e Uruguai promovem veículos elétricos para reduzir dependência do petróleo diante da alta nos combustíveis, com EVs chineses ganhando espaço

Uma van elétrica da Auto Mercado, uma rede de supermercados, em San José, Costa Rica, em 23 de abril de 2026. A Auto Mercado reduziu de 5% a 10% os custos das entregas online ao adotar vans elétricas.
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  • A Costa Rica tem alta adesão a veículos elétricos por habitante e 18% das vendas de carros novos nos primeiros três meses do ano foram elétricas, atrás apenas do Uruguai na América Latina.
  • A presença de marcas chinesas baratas, como BYD e Geely, é grande no país, com muitos EVs exibidos perto de San José.
  • País promove EVs para reduzir a dependência do petróleo importado e aumentar a soberania energética, já que gera quase toda a eletricidade de fontes hidrelétricas.
  • Lei aprovada em abril visa acelerar a construção de pontos de recarga; o presidente Rodrigo Chaves deve sancioná-la, com apoio de setores empresariais.
  • Há preocupação sobre a capacidade da matriz elétrica de sustentar o crescimento, embora haja investimentos em geração, incluindo energia solar, e recargas geralmente feitas à noite.

Costa Rica intensifica a adoção de veículos elétricos diante da alta do petróleo, buscando reduzir a dependência de gasolina e diesel. A tendência, observada também na Etiópia e no Uruguai, é acompanhada por políticas de incentivo e investimento em infraestrutura de carregamento.

A adoção brasileira de EVs avança rapidamente: em 2026, EVs responderam por 18% das vendas de carros novos nos três primeiros meses no país, ficando atrás apenas do Uruguai na região. Marcas chinesas ganharam espaço significativo no mercado.

O cenário regional é impulsionado pela pressão de custos com combustíveis. Dados de Benchmark Mineral Intelligence indicam que as vendas de elétricos na América Latina, África e grande parte da Ásia cresceram 79% em março, ante o mesmo período de 2025, com alta de 48% no acumulado de 2025.

Costa Rica: fatores e perfil energético. O país não produz petróleo e depende quase inteiramente de energia hidrelétrica, o que facilita a transição para EVs. Autoridades citam ganho de soberania energética ao reduzir importações e diversificar a matriz elétrica.

Legislação e incentivos. Em abril, a Assembleia aprovou uma lei para ampliar a construção de pontos de carregamento. O presidente Rodrigo Chaves deve sancionar o texto, mantendo abertura para proprietários de EVs, segundo analistas locais.

Mercado local e acessibilidade. Modelos chineses, como Geely e BYD, dominam prateleiras a preços baixos, com alguns automóveis vendidos abaixo de US$ 20 mil. A adesão massiva tem sido motivada pela economia, e não apenas por aspectos ambientais.

Perfil do consumidor. Pesquisa da Asomove aponta que cerca de 70% dos entrevistados compraram EVs para reduzir gastos, não por razões ambientais. O barateamento de modelos contribui para a penetração no mercado.

Infraestrutura e desafios. A rede de carregamento avança, mas há preocupações sobre a capacidade da matriz elétrica de sustentar o aumento de demanda com o crescimento de frotas. O setor privado aposta em upgrades para atender o crescimento.

Operação pública e transporte. Em San José, ônibus elétricos de empresas locais passam a substituir frotas movidas a diesel, com foco em reduzir emissões e custos operacionais. A transição, no entanto, exige planejamento de rede e tarifas.

Visão de especialistas. Gestores associam a mudança ao ganho de segurança energética, ao tempo em que ressaltam a necessidade de ampliar geração, com solar e outras fontes, para acompanhar o crescimento da mobilidade elétrica.

Observação final. A Costa Rica destaca-se como referência para países de renda similar, mostrando que políticas públicas, incentivos e opções de baixo custo podem acelerar a adoção de EVs sem depender de grandes mercados automotivos. Fontes incluem Benchmark Mineral Intelligence e Asomove, com cobertura de veículos elétricos na região.

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