- O mercado global de beleza deve chegar a US$ 590 bilhões até 2030, com emergentes ganhando espaço e impulsionando inovação e crescimento.
- Oriente Médio e Norte da África (MENA) aparecem como mercados lucrativos, com destaque para produtos halal, Dubai como hub de marcas e consumidor conservador de fragrâncias de alto desempenho.
- Na Índia, a expansão é impulsionada por uma população jovem e pela diversidade regional, com o setor de beleza avaliado em US$ 28 bilhões em 2023 e previsão de alcançar cerca de US$ 48,5 bilhões até 2033.
- No México, o mercado de beleza e cuidados está estimado em US$ 9,83 bilhões em 2025, com crescimento de 11% no primeiro semestre em relação ao ano anterior e forte presença de marcas premium.
- O Brasil é o terceiro maior mercado de beleza do mundo, com cerca de R$ 200 bilhões em consumo anual, exportações que chegaram a US$ 884 milhões em 2023 e crescimento contínuo das vendas internacionais.
A indústria mundial de beleza vive uma transformação impulsionada por mercados emergentes. Segundo estudo conjunto da McKinsey e Business of Fashion, o mercado global pode atingir US$ 590 bilhões até 2030, com inovação e novas rotas de consumo vindo de países em desenvolvimento. A valorização de culturas locais e soluções reais se consolida como motor de crescimento.
Atenção de executivos acompanha esse movimento: além da Ásia, regiões como América Latina, Sudeste Asiático, Oriente Médio e Índia ganham protagonismo. Dados indicam que gigantes globais enfrentam pressão por lucros, enquanto marcas locais ampliam participação via formatos digitais, sustentabilidade e formulações alinhadas a valores regionais.
ORIENTE MÉDIO
No Golfo, o mercado de beleza projeta expansão, com a MENA estimada em US$ 60 bilhões neste ano. Consumidores de Emirados Árabes e Arábia Saudita demonstram alta adesão a fragrâncias, cuidado com a pele e itens de luxo com certificações halal, que ganham espaço entre marcas internacionais e locais.
Dubai funciona como porta de entrada de novas marcas. A cidade recebe lançamentos de rótulos como Saie, Kosas, Glossier e Ilia Beauty, fortalecendo a presença global na região. A demanda inclui produtos com fórmulas naturais, alta performance e padrões de rastreabilidade de ingredientes.
ÍNDIA
A Índia figura entre os mercados de maior crescimento na beleza, acelerado por população jovem e diversificada oferta cultural. Em 2023, o país teve expansão significativa de marcas nacionais e internacionais, com expectativa de crescimento do mercado de US$ 28 bilhões para cerca de US$ 48,5 bilhões até 2033.
A aposta local combina ingredientes ayurvédicos e formulações naturais com alta demanda por proteção solar, hidratantes e itens antienvelhecimento. Grandes grupos globais elevam investimentos, enquanto varejistas como Nykaa fortalecem presença online e física com lojas próprias.
MÉXICO
O México permanece como um dos mais relevantes mercados da América Latina. Projeções apontam receita de US$ 9,83 bilhões em 2025 para o conjunto de cuidados pessoais, com crescimento de 11% até junho de 2024 ante o ano anterior.
Fragrâncias lideram o mercado, seguidas por maquiagem e skincare. A entrada de marcas premium e de luxo cresce, impulsionada pela digitalização e pelo comércio eletrônico. Marcas locais ganham espaço ao lado de nomes globais, ampliando atuação doméstica e internacional.
Rótulos nacionais ganham visibilidade internacional. Sarelly, fundada em 2022, tornou-se referência no TikTok Shop México, com investimento de US$ 3 milhões em julho. A série Long Cow Lashes Mascara é um exemplo de inovação com apelo cultural.
BRASIL
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de beleza, segundo a Euromonitor, e ocupa posição expressiva em lançamentos anuais. O setor movimenta cerca de R$ 200 bilhões por ano, com forte adesão a canais digitais e alta penetração de fragrâncias e cuidados capilares.
O país lidera em exportações de beleza para 174 destinos, com US$ 884 milhões em 2024 e US$ 585,2 milhões entre janeiro e julho de 2025, impulsionados por marcas como Granado e Skala. Iniciativas como Beautycare Brazil, em parceria entre ABIHPEC e ApexBrasil, buscam internacionalização de empresas nacionais.
Pequenos rótulos também despontam. O Brasil registra mais de 2.900 marcas independentes por ano, em meio a um ecossistema que valoriza inovação, qualidade e soluções criativas para o consumidor local.
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