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Petróleo cai após recuo de Trump em Hormuz e sinal de diálogo com Irã

Petróleo cai mais após recuo de Trump em Hormuz e sinalização de acordo com o Irã, elevando incerteza sobre a oferta global

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  • O petróleo caiu mais, com o Brent a US$ 108,52 e o WTI a US$ 101,18, após Trump recuar sobre reabrir Hormuz e sinais de possibilidade de acordo com o Irã.
  • Trump interrompeu temporariamente a operação de reabertura do estreito para tentar fechar um acordo com Teerã; o bloqueio continua.
  • Na sessão anterior, o Brent caiu para perto de US$ 110 após a Maersk conseguir atravessar Hormuz sem incidentes, lembrando que 20% da produção mundial passa pelo local.
  • O Irã aumentou o tom das ameaças diante da operação dos EUA, mas, segundo a imprensa persa, estabeleceu um novo mecanismo para o controle do trânsito no estreito.
  • Analistas mantêm cautela: a recuperação da oferta não é imediata, mesmo com manchetes de desescalada, e o mercado acompanha o fluxo de navios e a recomposição de seguros e produção; bolsas asiáticas sobem e o dólar cai.

O petróleo encerrou a sessão desta terça-feira com perdas, após o recuo de Donald Trump sobre a reabertura do estreito de Hormuz e sinalização de negociações com o Irã. O Brent, contrato de julho, caía para US$ 108,52 por barril, às 22h30, horário de Brasília.

O recuo de Trump ocorreu enquanto o governo avalia uma possível assinatura de acordo com Teerã. A suspensão temporária da operação de reabertura do estreito não alterou o bloqueio vigente, que mantém o controle do tráfego marítimo na região.

O WTI, referência nos EUA, caía 1,08% no mesmo horário, para US$ 101,18 por barril. A queda acompanha notícia de que um petroleiro da Maersk conseguiu atravessar Hormuz sem incidentes, elevando as expectativas sobre retorno da oferta.

Analistas destacam cautela. Mesmo com manchetes de desescalada, a recuperação da oferta não é imediata, dizem. Em especial, o mercado exige tempo para realinhar frete, seguros e produção, antes de normalizar o fluxo pelo estreito.

Mais cedo, Trump minimizou a capacidade militar do Irã e sugeriu que Teerã poderia sinalizar disposição para acordo, apesar do discurso público mais duro. O Irã elevou o nível de rhetoric diante da operação.

Segundo fontes iranianas, ocorreu a criação de um novo mecanismo para o controle do trânsito no Hormuz, sem detalhes sobre o funcionamento. O governo persa não confirmou, até o momento, o tipo de supervisão adotado.

Mercados acionários Asiáticos tiveram alta inicial. O Nikkei subiu 0,38%, a bolsa de Xangai avançou 0,11% e o Kospi, da Coreia do Sul, disparou 5,32%. O dólar recuou frente a várias moedas, mantendo o ambiente de maior disponibilidade de risco.

A conjuntura segue travada entre necessidades de abastecimento global e tensões políticas. O estreito de Hormuz continua sob restrições, apesar de sinais de diálogo entre Washington e Teerã.

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