- Portobello iniciou a venda de Legálitas, uma das suas participadas mais conhecidas, com processo assessorado pela Greenhill.
- A avaliação preliminar da empresa é de 700 milhões de euros, incluindo dívida, o que pode quadrulicar a valorização obtida na compra de cerca de 120 milhões de euros há cinco anos.
- Legálitas foi acquistada pela Portobello em aproximadamente 80% do capital em 2021; os diretores controlam 20% restantes, e o CEO é Luis del Pozo.
- A empresa atua em serviços jurídicos e seguros, registrando 51,4 milhões de euros de faturamento em serviços e 24,6 milhões no segmento segurador em 2024; a dívida total era de 102 milhões de euros no fim de 2024.
- A Legálitas vem investindo em inteligência artificial, com triagem automática de chamadas, transcrição e resumo de conversas, além de lançar um assistente jurídico em março deste ano.
Portobello iniciou o processo de venda de Legálitas, uma de suas participadas mais conhecidas, com avaliação estimada em 700 milhões de euros, incluindo dívida. A operação está sendo conduzida com assessoria da Greenhill, consultoria financeira de renome no mercado.
Legálitas é controlada pela gestora espanhola desde o verão de 2021, quando adquiriu aproximadamente 80% do capital por cerca de 120 milhões de euros. Os diretores, liderados pelo CEO Luis del Pozo, permanecem com 20% da empresa. A Portobello não comentou sobre o tema.
A venda acontece em meio a avaliações sobre o potencial de crescimento da empresa, que atua em serviços e seguros jurídicos. A carteira de clientes inclui 300 mil indivíduos, além de acordos com grandes empresas, bancos e seguradoras. O negócio soma 277 escritórios parceiros em 188 cidades.
Dinâmica financeira e perspectiva de mercado
Em 2024, Legálitas registrou receita de 24,6 milhões de euros no segmento de seguros, representando o impulso desse braço. O conjunto de serviços atingiu 51,4 milhões de euros, com atuação em consultoria jurídica para pessoas físicas, autônomos e pymes, além de defesa de interesses.
As informações disponíveis indicam que o desempenho vem sendo marcado por perdas nos exercícios anteriores, com 2021 registrando prejuízo de 2,5 milhões, 2022 de 7,8 milhões, 2023 de 2,4 milhões e 2024 de 1,9 milhão. A empresa aponta amortização de ativos de imobilizado como motivo principal das perdas recentes.
A dívida total, incluindo a plataforma e fornecedores, chegou a 102 milhões de euros em 2024. A avaliação apontada no início do processo é considerada alta pelo mercado, e fontes indicam que o valor final da transação pode ficar abaixo da estimativa inicial, diante de dúvidas sobre demanda.
Inovações e futuro estratégico
Legálitas tem investido em inteligência artificial para otimizar operações, com sistemas de triagem automática de chamadas, transcrição e resumo de conversas, além da automação de processos de negócios. Em março, a empresa lançou um assistente jurídico específico para direito espanhol, com base em seu banco de dados de milhões de casos.
Fundada em 1999, a Legálitas atua para democratizar o acesso à assistência jurídica a preços acessíveis. A rede contempla 300 mil clientes individuais e 10 milhões de atendimentos por meio de grandes parceiros. O modelo de negócio é de assinatura, com planos entre 20 e 40 euros mensais.
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