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Presidente da UGT diz que redução do 6×1 por acordo coletivo não ocorre

Presidente da UGT afirma que reduzir a jornada 6×1 é ideal, mas requer transição gradual e ajustes setoriais para evitar impactos às empresas

Patah, da UGT: "Tem tantas mulheres que são chefe de família, chegam em casa e trabalham mais, e só têm um dia de folga. Não é essa a sociedade que queremos."
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  • Ricardo Patah, presidente da UGT, atua em Brasília para aprovar projeto que reduziria a jornada de 44 para 40 horas e manteria o máximo de cinco dias de descanso por semana.
  • A proposta está em debate na Câmara dos Deputados, com a ideia de votar ainda neste mês e explorar mecanismos de transição e exceções setoriais.
  • Os setores defendem a negociação coletiva como caminho viável, com medidas de transição para micro e pequenas empresas.
  • Grandes empresas já tiveram adesão voluntária à escala 5×2, como H&M e Drogasil, e outras estudam a mudança por meio de acordos coletivos.
  • No comércio, aproximadamente quase toda a área de vendas trabalha no regime 6×1, o que sustenta a pressão pela mudança e por um equilíbrio entre custos e empregos.

Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, atua em Brasília para viabilizar a redução da jornada de trabalho, conhecida como 6×1. A proposta visa zerar o ciclo semanal com apenas um dia de descanso, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas.

O foco é tornar viáveis as mudanças sem comprometer as empresas. Patah defende diálogo com governo e parlamentares e admite custos setoriais, propondo mecanismos de transição, exceções e apoio a microempresas. A negociação ocorre na Câmara dos Deputados.

Em meio ao debate, o sindicalista sinaliza que as negociações coletivas podem prever regras por setor, desde que haja equilíbrio entre as partes. A ideia é permitir adaptação gradual, com marco de cinco dias de trabalho por semana para alguns setores.

Contexto do debate

Patah reforça que a negociação seria ideal, mas ressalta desigualdades de poder entre capital e trabalho. Segundo ele, o ideal é fixar o 5×2 por meio de acordos coletivos em vez de lei, incluindo exceções para setores com maior necessidade de continuidade.

Há empresas já adotando a mudança voluntariamente. Entre elas está a H&M, que adotou 5×2, e Drogasil, com pilotos em andamento. Outras redes, como C&A e Pão de Açúcar, estudam a adesão por meio de negociação com sindicatos.

Situação atual do mercado de trabalho

Segundo Patah, o 6×1 persiste como prática dominante na área de vendas, com quase 100% dos trabalhadores nesse esquema. Em Administração, a maioria trabalha de segunda a sexta. O comércio é a maior categoria do Brasil, com cerca de 600 mil comerciários em São Paulo.

O sindicalista aponta que a dificuldade de contratação e a procura por empregos em tecnologia têm impulsionado a discussão sobre a redução da jornada. Ele aponta que salários médios na área de varejo ainda ficam acima de 2.300 reais, com carga horária elevada para muitos trabalhadores.

Perspectivas para o Congresso

A tramitação no Legislativo envolve o objetivo de aprovar um texto ainda neste mês. Patah afirma que a implementação pode ocorrer de forma gradual, com transição e apoio a microempresas, além de excluir setores cuja manutenção da escala atual seja crucial. A discussão continua aberta, com a sociedade como cenário de avaliação.

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