- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o rombo dos Correios pode chegar a R$ 10 bilhões em 2026, após déficit de R$ 4 bilhões em 2025.
- A nova gestão apresentou um plano de reestruturação com corte de despesas, aumento de receitas, parcerias no Brasil e no exterior e revisão da cadeia logística.
- Durigan afirmou que manter a universalização do serviço é um custo relevante para os Correios e que não defende estatais deficitárias.
- Sobre privatização, ele não é contra, mas vê a medida como não resolutiva sozinha, defendendo maior flexibilidade para parcerias, incluindo joint ventures.
- O objetivo é enfrentar o déficit com as medidas do plano, que o ministro chama de base para o “Correios do futuro”.
O rombo estimado para os Correios pode alcançar 10 bilhões de reais em 2026, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor ocorre após prejuízo de 4 bilhões em 2025, conforme apresentado pela nova gestão da estatal.
Durigan afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que o plano de reestruturação prevê cortes de despesas, aumento de receitas e parcerias nacionais e internacionais. A estratégia também envolve revisão da cadeia logística da empresa.
Segundo o ministro, manter a universalização do serviço postal tem custo elevado, principalmente em áreas sem atuação de empresas privadas. Ele ressaltou que não defende estatais deficitárias e que o problema precisa ser enfrentado.
Sobre privatização
Durigan disse não ser contrário à privatização, mas argumentou que o tema por si só não solutiona o déficit. Ele também defendeu maior flexibilidade para parcerias na operação, incluindo joint ventures para armazenamento, entrega de medicamentos e notificações judiciais.
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