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Seguro assina novo acordo coletivo para 75.000 trabalhadores até 2028

Seguro firma novo acordo coletivo para 75 mil trabalhadores até 2028, com aumento de 3,5% em 2025 e revisões salariais atreladas a PIB/IPC de 2026 a 2028

Firma del convenio colectivo del sector asegurador.
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  • O setor de seguros fechou um acordo coletivo para cerca de 75 mil trabalhadores, válido até 2028, com reajuste de 3,5% em 2025 (retroativo).
  • Entre 2026 e 2028 as revisões salariais seguirão a fórmula PIB ajustada pelo IPC, com mais faixas para tornar o cálculo mais sensível às variações dos indicadores.
  • O piso salarial global para os próximos três exercícios fica entre 18 mil e 20 mil euros, e o nível 9 foi eliminado devido aos aumentos do salário mínimo.
  • Benefícios salariais: auxílio alimentação sobe de 11,30 euros em 2025 para 13 euros diários em 2027 e 2028; contribuição para o seguro de poupança definida sobe de 1,9% em 2025 para 2,5% em 2027.
  • Outras medidas: licença para tutoria de filhos com deficiência acima de 33%; 16 das 24 horas de assuntos próprios passam a ser remuneradas para consultas médicas; possibilidade de teletrabalho para quem faz tratamento oncológico; alinhamento com regulamentação da União Europeia sobre inteligência artificial e ações para promover igualdade e não discriminação de pessoas LGBTI.

Foi fechado um novo acordo coletivo no setor de seguros, envolvendo seguradoras, mutuas, corretores de resseguros e sindicatos. O acordo abrange cerca de 75 mil trabalhadores e vale para os próximos quatro anos, com reajuste salarial de 3,5% retroativo a 2025.

O pacto foi fechado entre as entidades patronais Unespa, AMAT, Asecore e CEM, e os sindicatos CC OO e UGT. O objetivo é estabelecer um marco setorial de relações de trabalho para 2025 a 2028, com revisões salariais futuras atreladas a indicadores econômicos.

Detalhes salariais e benefícios

Entre 2026 e 2028, as recomposições salariais seguirão a fórmula PIB ajustada pelo IPC, com maior sensibilidade aos indicadores. Apenas para 2025 já está garantido o reajuste de 3,5%.

A remuneração mínima global para os próximos três exercícios fica entre 18.000 e 20.000 euros. O nível 9, o menor patamar anterior, foi eliminado por ter sido superado pelo piso do salário mínimo.

A ajuda de alimentação terá aumento gradual: de 11,30 euros por dia em 2025, até 13 euros diários em 2027 e 2028. O aporte ao regime de poupança definida das empresas passa de 1,9% em 2025 para 2,5% em 2027.

Medidas de conciliação e igualdade

O texto cria um direito a três reuniões escolares ou tutorias para trabalhadores com filhos com deficiência superior a 33%. Dentro das 24 horas anuais de licença não remunerada, 16 horas passam a ser remuneradas e não recuperáveis para consultas médicas da própria pessoa.

Trabalhadores sob tratamento oncológico que mantenham aptidão para o trabalho poderão realizar atividades da função à distância para facilitar a continuidade médica.

O acordo ainda atualiza o texto ao regulamento da UE sobre Inteligência Artificial e traz medidas de promoção da igualdade e da não discriminação de pessoas LGTBI, com protocolo correspondente de atuação.

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