- Sessão solene promovida pelo Congresso Nacional destacou a importância da indústria automotiva para o desenvolvimento industrial e econômico do Brasil, em comemoração aos 70 anos da Anfavea.
- O evento foi aberto por Eduardo Gomes e Átila Lira, com a presidência do senador Chico Rodrigues; destacou-se que a indústria automotiva representa cerca de 20% do PIB industrial brasileiro e 5% do PIB total, produzindo entre 2,3 e 2,5 milhões de veículos por ano.
- A atividade responde por mais de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, segundo Átila Lira, reforçando o ecossistema que envolve tecnologia, engenharia, serviços e cadeia produtiva.
- Igor Calvet, presidente da Anfavea, lembrou a trajetória da entidade desde 1956, tendo hoje 53 fábricas no Brasil, e ressaltou o papel do Legislativo na criação de um ambiente institucional estável e diálogo entre setor público e privado.
- Em relação ao futuro, houve ênfase na transição energética e na eletrificação, com a indústria destacando experiência em biocombustíveis, tecnologia flex e capacidade de inovação para manter competitividade.
Durante a sessão solene promovida pelo Congresso Nacional nesta terça-feira, 5, parlamentares e convidados ressaltaram a relevância da indústria automotiva para o desenvolvimento industrial e econômico do Brasil. A homenagem celebra os 70 anos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e foi solicitada por Eduardo Gomes e Átila Lira.
A solenidade foi presidida pelo senador Chico Rodrigues. Ele afirmou que a trajetória da indústria automotiva acompanha a evolução da industrialização, inovação e crescimento econômico do país. A Associação é considerada protagonista na consolidação do setor no Brasil.
A indústria automotiva representa cerca de 20% do PIB da indústria brasileira e 5% do PIB total, segundo Rodrigues. O Brasil produz entre 2,3 e 2,5 milhões de veículos por ano e figura entre os dez maiores produtores mundiais, respondendo por 60% a 70% da produção da América Latina.
Átila Lira destacou que o setor vai além da fabricação de veículos. Ele descreveu o ecossistema envolvendo tecnologia, engenharia, serviços e uma extensa cadeia produtiva, que gera empregos diretos e indiretos.
Ele informou que a indústria automotiva emprega direta e indiretamente mais de 1,3 milhão de brasileiros, contribuindo para dinamizar a economia e fortalecer a base industrial do país.
Anfavea
Durante a sessão, o papel da Anfavea foi destacado como instituição central para o desenvolvimento do setor. Os participantes ressaltaram que a entidade oferece conhecimento técnico e cooperação para enfrentar desafios setoriais.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, lembrou que a entidade surgiu em 1956, quando o Brasil começava a estruturar a indústria nacional para reduzir dependência externa. Hoje, a indústria automobilística brasileira é reconhecida entre as maiores do mundo, com 53 fábricas no país.
Calvet enfatizou o papel do Poder Legislativo na construção de leis, regras e políticas públicas estáveis. Ele afirmou que ambiente institucional forte facilita o crescimento do setor aliando investimentos a diálogo.
O executivo mencionou ainda a inovação brasileira em programas como o Proálcool, biocombustíveis e tecnologia flex, destacando a importância da coordenação entre setor produtivo e governo para avanços rápidos.
Marcus Vinícius Aguiar, primeiro vice-presidente da Anfavea, afirmou que a entidade liderou transformações estruturais no parque industrial, avanços tecnológicos e fortalecimento da cadeia produtiva, gerando empregos e inserindo o Brasil globalmente.
Futuro e sustentabilidade
Ao discutir o futuro, os participantes destacaram a transição energética e a eletrificação, com a possibilidade de o Brasil se sobressair em eficiência energética e tecnologias limpas. A experiência no setor é apontada como diferencial.
Calvet ressaltou que o país possui base em biocombustíveis, mão de obra qualificada e capacidade de inovação, além de uma força de trabalho que impulsiona produção e transformação.
Os convidados defenderam a continuidade do diálogo entre setor público e privado, bem como a melhoria de políticas públicas e condições de mercado estáveis para manter a competitividade do setor.
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