- Setor calçadista espera que a reunião entre Lula e Trump leve à retomada do fluxo de exportação para os EUA, que em 2024 ficou acima de 200 milhões de dólares por ano, impactado pela tarifa.
- A tarifa global de 10% começou em 24 de fevereiro deste ano e pode ser flexibilizada conforme o entendimento entre os dois países.
- Os Estados Unidos são o maior comprador de calçados brasileiro, o que sustenta a expectativa de acordo com benefícios para o setor.
- No primeiro trimestre deste ano, foram vendidos aos EUA 2,96 milhões de pares, com alta de 1,2% no volume, mas queda de 27,1% na receita em relação ao mesmo período de 2024.
- A Abicalçados afirmou que a reunião é uma oportunidade relevante para reafirmar o Brasil como parceiro comercial estratégico para os Estados Unidos.
A indústria calçadista brasileira mantém a expectativa de retorno ao fluxo comercial com os Estados Unidos após a reunião entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump na Casa Branca. A tarifa global de 10% segue em vigor desde 24 de fevereiro deste ano.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) afirmou que a reunião é uma oportunidade para reforçar o Brasil como parceiro comercial estratégico dos EUA. O setor aponta que o acordo pode levar à flexibilização das tarifas.
Dados apresentados pela Abicalçados mostram que, no primeiro trimestre, o Brasil exportou 2,96 milhões de pares de calçados para os EUA. Houve alta de 1,2% no volume, porém queda de 27,1% na receita em relação ao mesmo período de 2023.
O setor argumenta que a economia interna dos EUA, pressionada pela inflação, pode influenciar decisões sobre tarifas. Caso haja redução ou flexibilização, os produtos brasileiros poderiam entrar no país com valores menores.
Os assessores do Planalto tratam o encontro com cautela, enquanto o setor produtivo acompanha os desdobramentos. O objetivo é reativar o comércio entre Brasil e EUA e reduzir o impacto da Tarifa Global sobre as exportações de calçados.
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