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Setor de carne prevê queda nas exportações devido a restrições da China

Abiec projeta queda de até dez por cento nas exportações de carne bovina do Brasil em 2026, por restrições tarifárias da China; produção pode parar em junho, com Japão como possível alívio

A China definiu que Brasil terá uma cota de 1,1 milhão de tonelada de carne bovina com isenção da nova tarifa em 2026
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  • A Abiec informou que as exportações brasileiras de carne bovina podem cair até 10% em 2026 devido a novas restrições tarifárias impostas pela China.
  • A China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina com isenção da nova tarifa em 2026, beneficiando o Brasil entre os países exportadores.
  • O setor prevê interromper a produção voltada ao mercado chinês em junho, contando com maior consumo interno para compensar o volume deixado de fora.
  • O Japão é visto como possibilidade de abrir novo mercado, mas essa abertura pode não ocorrer em 2026, atenuando o impacto da queda para a China.
  • Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, sendo 1,7 milhão destinado à China.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) informou nesta terça-feira que as exportações de carne bovina do Brasil podem recuar até 10% em 2026, em comparação com 2025, devido às restrições tarifárias impostas pela China no final do ano passado. A entidade aponta que o efeito tende a reduzir o volume enviado ao país asiático.

O Brasil, maior exportador mundial do produto, deve interromper a produção destinada ao mercado chinês em junho. O objetivo é compensar o recuo das vendas com maior consumo interno, já que a China é o principal destino da carne brasileira.

Durante evento em São Paulo, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que as expectativas iniciais, que consideravam redirecionamento de produto para outros mercados, como a Coreia do Sul, não se concretizaram em 2026. A expectativa permanece de abertura do mercado japonês, que poderia atenuar o impacto.

Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, das quais 1,7 milhão foram para a China, segundo a Abiec. A tarifa chinesa terá validade de três anos. O sistema de cotas manteve o Brasil como principal beneficiário, com uma cota ligeiramente inferior à maioria das demais categorias.

A China estabeleceu a nova tarifa após investigação que apontou impactos negativos às indústrias locais de carnes. O governo chinês informou que a medida visa ajustar importações e proteger a produção nacional.

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