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Sucessão na Samsung envolve imposto bilionário, prisão e conflitos familiares

Herança bilionária impulsiona imposto recorde e consolida controle familiar na Samsung, enquanto rixas antigas e absolvição redefinem a sucessão

O presidente da Samsung, Lee Jae-yong, de 57 anos, é neto do fundador da empresa
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  • Samsung paga imposto de herança total de 12 trilhões de wons (cerca de R$ 40 bilhões), em seis parcelas nos últimos cinco anos, ligado ao espólio de Lee Kun-hee.
  • O pagamento foi feito pelo presidente Lee Jae-yong, pela mãe Hong Ra-hee e pelas irmãs Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun, com alíquota de cinquenta por cento.
  • A soma representa mais de uma vez e meia a receita do país com imposto sobre herança em 2024; parte do espólio foi doada a museus e instituições culturais.
  • A história de sucessão da Samsung já teve acusações, prisões e julgamentos envolvendo Lee Jae-yong, incluindo condenação por suborno em 2017 e absolvição em julho de 2025.
  • A disputa entre gerações e irmãos moldou a governança do grupo há décadas; a família manteve uma linha de sucessão clara para evitar desmantelamento do conglomerado.

A família por trás da Samsung quitou o pagamento do imposto sobre herança, totalizando 12 trilhões de wons, o maior valor já registrado no país. O montante foi dividido em seis parcelas ao longo de cinco anos, relacionado ao espólio de Lee Kun-hee, falecido em 2020. O feito envolve o atual presidente Lee Jae-yong e outros familiares, como Hong Ra-hee, Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun.

A Samsung confirmou, no domingo, que a última parcela foi quitada. O valor representa cerca de uma vez e meia a receita total de imposto sobre herança da Coreia do Sul em 2024. A alíquota de 50% situa o imposto entre os mais altos do mundo, acentuando a importância do tema para o controle do conglomerado.

A empresa é o maior chaebol da Coreia do Sul, com atuação em eletrônicos, indústria pesada, construção e serviços financeiros. O pagamento ocorre em meio a uma mudança de percepção sobre a sucessão, marcada por casos judiciais e controvérsias políticas que acompanharam a gestão da família ao longo dos anos.

O legado de Lee Kun-hee e a ascensão de Jae-yong

Lee Kun-hee deixou uma fortuna estimada em 26 trilhões de wons, incluindo ações e arte. Parte do espólio foi doada ao Museu Nacional da Coreia e a outras instituições culturais. O patrimônio líquido da família, segundo o Bloomberg Billionaires Index, supera US$ 45 bilhões.

Lee Jae-yong assumiu a liderança efetiva da Samsung em 2014, após o agravamento de problemas de saúde do pai. Sua trajetória ficou marcada por acusações e, em 2017, por uma condenação por suborno no escândalo que atingiu o governo sul-coreano.

O caso de fusões entre subsidiárias do grupo, como Samsung C&T e Cheil Industries, destacou disputas pela controlação interna. A defesa negou irregularidades, mas o debate sobre governança e sucessão persistiu por anos.

Controvérsias, prisões e absolvição

A maior crise envolvendo a família ocorreu em 2016-2017, com protestos amplos e o impeachment da então presidente. A batalha judicial envolvendo Jae-yong durou uma década, chegando à absolvição pelo Supremo Tribunal de Seul em julho de 2025, relacionada a o próprio acordo de fusão.

A absolvição gerou questionamentos sobre a continuidade de uma linha de sucessão definida pela família. Em discurso posterior, Jae-yong sugeriu mudanças na governança do grupo, afirmando que não entregaria direitos gerenciais aos filhos.

A história da Samsung, marcada por fusões, disputas familiares e processos judiciais, continua a influenciar o panorama econômico da Coreia do Sul. As repercussões vão além do negócio, envolvendo debates sobre governança corporativa e legado familiar.

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