- A democratização do mercado de capitais depende de infraestrutura, não apenas de mais investidores.
- Em 2025, a B3 encerrou o ano com quase 5,5 milhões de investidores em renda variável, alta de 4% em relação a 2024, com R$ 635 bilhões em custódia nesse segmento.
- Segundo a Anbima, o volume investido por pessoas físicas chegou a R$ 8,5 trilhões em 2025.
- Tecnologias como APIs de market data, gestão de ordens, motores de risco e soluções de onboarding reduzem barreiras e ampliam o acesso sem aumentar a complexidade operacional.
- O CEO da Cedro Technologies, Bruno Zago, ressalta que democratizar o mercado envolve construir uma arquitetura tecnológica que garanta crescimento, segurança e inovação.
Nos últimos anos, o Brasil tem avançado na ampliação da base de investidores, mas a democratização do mercado de capitais é vista pela Cedro Technologies como uma pauta de infraestrutura. A ideia central é tornar o acesso mais eficiente, seguro e transparente.
Dados da B3 apontam crescimento: em 2025, houve quase 5,5 milhões de investidores em renda variável, com alta de 4% ante 2024. O setor registrou R$ 635 bilhões em custódia nesse segmento, indicando expansão da participação de pessoas físicas.
Segundo a Anbima, o volume investido por pessoas físicas chegou a R$ 8,5 trilhões em 2025, evidenciando transformação estrutural que vai além do aumento de investidores. Tecnologia aparece como elemento central dessa evolução.
A proposta é reduzir barreiras de entrada por meio de infraestrutura digital. APIs de market data, sistemas de gestão de ordens, motores de risco, onboarding e automação regulatória ampliam o alcance sem aumentar a complexidade operacional.
Historicamente, o acesso a serviços sofisticados ficava concentrado em grandes instituições. A Cedro aponta que a tecnologia permite descentralizar capacidades e fomentar inovação em corretoras, fintechs, bancos e gestoras.
Essa mudança influencia a competição. Uma infraestrutura mais aberta facilita o desenvolvimento de soluções para investidores, empresas e intermediários, impulsionando profundidade, liquidez e inovação em mercados mais maduros.
No Brasil, o tema ganha impulso com modernização regulatória, Open Finance e digitalização de serviços financeiros. Empresas de tecnologia passam a atuar como habilitadoras do mercado, não apenas como fornecedoras.
Para a Cedro, democratizar o mercado de capitais exige mais do que ampliar o acesso ao investimento. É preciso construir arquitetura tecnológica que sustente crescimento, segurança e inovação, inclusive para inclusão financeira.
A empresa aponta que a próxima fase dependerá de tornar a infraestrutura do mercado mais aberta, integrada e escalável, indo além de novos produtos financeiros.
A partir desse cenário, a agenda de tecnologia passa a ser vista como condição essencial para ampliar participação, inovação e capacidade de operação de diversos agentes no mercado de capitais.
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