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Tesouro RendA+ pode ser vantagem no planejamento da aposentadoria

Tesouro RendA+ surge como complemento de renda na aposentadoria, com simulador que aponta aportes e renda mensal por vinte anos, exigindo planejamento financeiro constante

— Foto: Getty Images
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  • Aproximadamente 18% dos brasileiros já começaram a construir patrimônio para a aposentadoria, e 58% ainda desejam começar.
  • O Tesouro RendA+ é título público atrelado à inflação (IPCA) com juros reais prefixados, com vencimentos entre 2030 e 2065 e pagamento mensal na aposentadoria por até 20 anos.
  • O simulador do Tesouro Direto ajuda a calcular aporte mensal necessário para atingir a meta de renda na aposentadoria; exemplo: alguém de 35 anos precisaria de cerca de R$ 190,28/mês para obter R$ 3 mil mensais aos 65.
  • Vantagens fiscais variam entre opções: Tesouro RendA+ tem tributação de IR sobre o lucro, com alíquotas mínimas de 15%; previdência privada (PGBL/VGBL) permite diferentes regimes (até 12% deduzidos no PGBL; tributação conforme regime regressivo ou progressivo) e pode evitar inventário em caso de falecimento.
  • Não é obrigatório escolher apenas RendA+: a diversificação entre renda pelo Tesouro e planos de previdência pode ser vantajosa, considerando liquidez, rentabilidade e objetivos de vida e herança.

O Tesouro RendA+ surge como uma opção pública para quem planeja a aposentadoria, ganhando espaço frente à previdência privada. Dados da Anbima mostram que 18% dos brasileiros já começaram a constituir patrimônio para a aposentadoria, enquanto 58% desejam iniciar esse processo. A poupança para o futuro ainda depende de planejamento.

Pesquisas indicam disposição para poupar, mas a maior parte da população precisa estruturar estratégias de longo prazo. Especialistas destacam que abrir espaço no orçamento presente é essencial para manter o poder de compra no futuro. A ideia é transformar o atraso em planejamento ativo.

O RendA+ é apresentado como alternativa simplificada para a renda futura. Trata-se de título público atrelado à inflação, com juros reais prefixados e vencimentos entre 2030 e 2065. A cada período, o investidor acumula recursos que poderão gerar renda mensal por 20 anos após o fim da acumulação.

Como funciona o RendA+

O título busca preservar o poder de compra ao longo do tempo, conectando depósitos periódicos a um vencimento alinhado à data de aposentadoria. Ao chegar ao momento de transformar o aporte em renda, o investidor passa a receber parcelas mensais por 240 meses, com o valor ajustado pela inflação.

Ferramenta prática para planejar é o simulador do Tesouro Direto. Ao inserir idade, expectativa de aposentar, valor mensal desejado e capital inicial, o sistema aponta o título adequado e o aporte mensal necessário. Em exemplos, alguém de 35 anos que sonha se aposentar aos 65 com 3 mil mensais precisa investir cerca de 190,28 por mês.

Caso o cenário se confirme, a retirada de 3 mil começaria em 2055, com reajustes pela inflação até 2074. Outro caso: um jovem de 30 anos com meta de 1 mil mensal, começando aos 65, exigiria poupar 43,19 por mês a partir de 2060. O efeito dos juros compostos explica parte da diferença.

Dentre os atrativos, está a isenção de taxa de custódia do Tesouro Direto, desde que o investidor mantenha o título até o vencimento e a renda não ultrapasse 6 salários mínimos. Taxas de previdência costumam ser superiores, ainda que baixas, e rendimentos estão sujeitos à tributação.

Aspectos tributários e de planejamento

A diferença fiscal é relevante entre RendA+ e previdência privada. O PGBL oferece benefício fiscal de até 12% da renda bruta, permitindo abatimentos, enquanto o Renda+ não oferece esse benefício. No resgate, o imposto incide sobre o total investido e rendimentos para o PGBL, conforme a regra do IR.

No RendA+, a menor alíquota de IR é de 15% sobre o lucro. Planos de previdência podem ter alíquotas mínimas de 10% (regime regressivo) ou isenção no regime progressivo, dependendo do tempo de investimento e do valor resgatado. Além disso, o Renda+ exige inventário para herança, enquanto planos previdenciários podem transferir recursos aos beneficiários sem inventário.

Renda+ e previdência privada: estratégias combinadas

Especialistas destacam que não há obrigatoriedade de exclusividade entre RendA+ e previdência privada. Mesclar investimentos pode ampliar a proteção do futuro, com o RendA+ ofertando renda direta na aposentadoria e o plano de previdência ajudando na gestão fiscal e na transferência de ativos. Diversificar a carteira é recomendado para equilibrar liquidez e rentabilidade ao longo do ciclo de vida.

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