- Companhias aéreas cortaram treze mil voos em maio e removeram quase dois milhões de assentos, devido ao aumento do preço do combustível resultante do conflito no Oriente Médio.
- Istambul e Munique registraram as maiores reduções, e as empresas normalmente evitam cancelar voos para não perder horários nos aeroportos.
- O preço do combustível de aviação mais que dobrou desde o início da guerra, chegando a 1.838 dólares por tonelada no começo de abril.
- Algumas companhias já elevaram tarifas e reduziram voos de verão; a Lufthansa anunciou o cancelamento de 20 mil voos entre agora e outubro, com o Reino Unido e a União Europeia estudando medidas e classificações especiais para perturbações.
- A AIE alerta para possível escassez de combustível na Europa; o fechamento do Estreito de Ormuz aumenta a vulnerabilidade de suprimentos, e o Goldman Sachs aponta extrema escassez no mercado.
O setor global de aviação cortou 13 mil voos em maio devido à alta dos preços do combustível, provocada pelo conflito no Oriente Médio. Companhias aéreas reduziram quase dois milhões de assentos para ajustar a oferta à menor demanda e ao custo elevado do querosene.
As quedas mais expressivas ocorreram em Istambul e Munique, segundo a Cirium, empresa de análise. Cancelamentos são preferíveis a cortes de frequências, pois ajudam a evitar perda de horários valorizados pelos aeroportos.
Os preços do combustível de aviação mais que dobraram desde o início da guerra. Em fevereiro, uma tonelada era vendida a US$ 831; em abril, atingiu US$ 1.838. Não há hoje problemas de abastecimento, mas especialistas apontam risco de escassez por interrupções logísticas.
Vários grupos foram afetados pelo recuo de voos. A Air France, KLM, Air Canada, Delta e SAS já reduziram voos de verão. A Lufthansa anunciou o cancelamento de 20 mil voos entre agora e outubro.
No contexto europeu, a Agência Internacional de Energia (AIE) indicou risco de escassez de combustível até junho, caso não haja suprimento extra. A organização afirma que reservas na Europa podem cair de 37 para cerca de 30 dias, com alerta de 23 dias como ponto crítico.
No Reino Unido, autoridades discutem flexibilizar regras para evitar prejuízos a horários estratégicos em aeroportos como Heathrow. Medidas devem permitir cancelamentos antecipados sem punição de horários.
A União Europeia sinalizou que as perturbações ligadas à crise de combustíveis no Oriente Médio serão tratadas como circunstâncias excepcionais, o que pode reduzir direitos a compensação para passageiros cujos voos sejam alterados.
O Reino Unido depende fortemente de importação de combustível de aviação, com cerca de 65% do volume vindo de fora. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou a vulnerabilidade, agravando o custo e a disponibilidade do combustível.
Especialistas destacam que o cenário financeiro para o setor permanece volátil, com impactos em tarifas e planejamento de viagens. Bancos e mercados observam a evolução dos estoques e dos preços do petróleo.
Entre na conversa da comunidade