- O CEO da Latam, Jerome Cadier, disse que a alta do preço do combustível impactou o resultado do 1º trimestre de 2026 em US$ 40 milhões.
- Mesmo com a alta do querosene de aviação impulsionada pelo Brent, a Latam registrou lucro líquido de US$ 576 milhões no 1º trimestre de 2026.
- O executivo também sinalizou que as despesas devem crescer nos próximos meses e que, se a guerra no Oriente Médio não cessar, o impacto pode alcançar US$ 700 milhões (baseado em US$ 170 por barril).
- A Latam não enxerga riscos de desabastecimento ou cancelamento de rotas no momento, mas houve queda de demanda de cerca de 3% em junho, atribuída em parte ao aumento das passagens.
- Medidas para mitigar o impacto incluem ajuste de capacidade, gestão de receitas e hedge; o desempenho de 2026 dependerá da evolução do preço do combustível.
O CEO da Latam Airlines, Jerome Cadier, afirmou que o aumento dos preços do combustível teve impacto de US$ 40 milhões no resultado do primeiro trimestre de 2026. A avaliação foi feita durante entrevista sobre o balanço da empresa nesse período.
Mesmo com a alta do QAV, impulsionada pela valorização do petróleo Brent, a Latam registrou lucro líquido de US$ 576 milhões no trimestre. O efeito do combustível foi contido por contratos e defasagem no repasse aos preços operacionais.
A companhia projeta aumento relevante de despesas nos próximos meses devido à escalada do petróleo, e aponta o risco de chegar a US$ 700 milhões caso a guerra no Oriente Médio persista. O cálculo considera um cenário hipotético de US$ 170 por barril.
Demanda e medidas de mitigação
A Latam observa uma leve queda de demanda, com procura por voos 3% menor em junho, em razão, em parte, do preço das passagens. Os ajustes são classificados pelo presidente executivo como mudanças pontuais, não movimentos estruturais.
Para enfrentar o cenário, a empresa reduziu capacidade, aplica gestão de receitas e utiliza hedge para mitigar impactos. A evolução do preço do combustível, porém, permanece como fator determinante para o desempenho financeiro em 2026.
Rubrica financeira e incertezas
O CFO Ricardo Bottas afirmou que a resiliência da demanda e a capacidade de absorver aumentos de custos serão periodicamente monitoradas. Não há indicação de desabastecimento ou cancelamento de rotas segundo as atuais avaliações da Latam.
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