- O varejo farmacêutico brasileiro, com cerca de 94 mil farmácias, ganha impulso pelo associativismo, que oferece autonomia aliada à força de redes.
- A Farmarcas é um grupo sem fins lucrativos atuando há 14 anos, com 11 bandeiras, e é o quarto maior agrupamento do setor.
- No ano passado, as associadas da Farmarcas faturaram R$ 10,1 bilhões, alta de 14,4% em relação ao ano anterior; o crescimento em cinco anos foi de 141,3%.
- A Farmarcas representa 4,1% do faturamento total do varejo farmacêutico e oferece a plataforma Radar, além de trilhas de capacitação e negociação conjunta para reduzir custos.
- A atuação da associação inclui acompanhamento próximo, avaliação de viabilidade de novas lojas e planos de ação, com casos de sucesso de empresários que ampliaram faturamento ao se associar.
O varejo farmacêutico brasileiro é altamente competitivo e enfrenta desafios de adaptação. Existem cerca de 94 mil farmácias no país, desde grandes redes até empreendimentos independentes. O associativismo surge como modelo que amplia autonomia com força de redes.
A Farmarcas atua há 14 anos como grupo sem fins lucrativos, reunindo lojas independentes sob 11 bandeiras. A entidade representa 4,1% do faturamento do setor e atua com foco em rentabilidade e crescimento sustentável.
O objetivo do associativismo é democratizar acesso a ferramentas de gestão, relacionamentos estratégicos e capacitação. A organização afirma que prepara negócios para a digitalização e melhor entendimento do consumidor.
Apoio e ferramentas
A Farmarcas oferece suporte próximo aos associados, com acompanhamento para identificar oportunidades de melhoria. Um dos diferenciais é a plataforma Radar, que abrange questões fiscais, contábeis e indicadores de desempenho.
A rede também realiza planos de ação para lojas existentes e novas unidades. Em avaliações de viabilidade, oferece orientação sobre ponto, design, mix de produtos e outras etapas.
Desempenho e alcance
Fundada em 2012, a Farmarcas conta com 500 colaboradores técnicos em São Paulo. A estrutura ajuda a reduzir custos por meio de compras coletivas e a ampliar o desempenho dos negócios.
No último ano, as associadas registraramm faturamento de R$ 10,1 bilhões, alta de 14,4% frente ao ano anterior. No acumulado de cinco anos, o crescimento chega a 141,3%.
Histórias de sucesso
Casos como o de Luiz Carlos Stanganelli Jr. ilustram o impacto: ao ingressar na Farmarcas em 2012, o faturamento da loja saltou de cerca de R$ 100 mil para quase R$ 2 milhões ao fim do primeiro ano, com sete lojas hoje.
Outra experiente empreendedora, Bruna Zanette Dutra, associou-se em 2015 e passou a gerir seis lojas em quatro cidades. Ela destaca a troca de experiência entre integrantes como parte relevante do ganho coletivo.
As histórias mostram que o associativismo gera ganhos para dentro e fora das lojas, envolvendo funcionários e consumidores na busca por crescimento sustentável.
Entre na conversa da comunidade