- O Banco Central do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025, com 43 toneladas, atrás de Polônia, Cazaquistão e Azerbaijão.
- O BC não apareceu nos relatórios do WGC referentes a janeiro, fevereiro e março de 2026.
- No primeiro trimestre de 2026, bancos centrais adquiriram 244 toneladas de ouro, praticamente estáveis frente ao mesmo período de 2025.
- O Conselho Mundial do Ouro projeta compras centrais ainda fortes em 2026, com possível volatilidade de preços e choques geopolíticos que possam afetar ofertas.
- No Brasil, a participação do ouro nas reservas subiu a 7,19% em 2025, com expansão também em euro e renminbi, além de diversificação incluindo moedas menos tradicionais.
O Banco Central do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025, mas não aparece nos primeiros relatórios de 2026 do Conselho Mundial do Ouro (WGC). A participação do país nessa pauta é acompanhada com atenção pelo mercado.
No ano anterior, o BC Brasil adquiriu cerca de 43 toneladas do metal, chegando atrás de Polônia, Cazaquistão e Azerbaijão. Em janeiro, fevereiro e março de 2026, porém, o BC não integrou a lista de compradores publicada pelo WGC.
Segundo o WGC, bancos centrais globais compraram 244 toneladas de ouro no 1º trimestre de 2026, alta de 3% ante igual período de 2025. Houve aumento de venda por Turquia, Rússia e Azerbaijão.
O Conselho aponta que as compras centrais devem permanecer fortes e próximas dos níveis de 2025. A demanda segue apoiada pela volatilidade de preços e riscos geopolíticos que podem valorizar o metal, dizem especialistas.
O WGC também destaca que podem ocorrer reequilíbrios táticos ante choques de oferta no Oriente Médio, necessidade de liquidez e gestão cambial. A incerteza geopolítica tende a sustentar a demanda por ouro.
A tendência global de compra de ouro por bancos centrais permanece, impulsionada por estratégias de desdolarização e busca por ativos sem contrapartes, segundo o relatório.
Reservas do Brasil
A participação do ouro nas reservas brasileiras tem crescido nos últimos 10 anos, saindo de 1,19% para 7,19% do total em 2025. A posição em dólares recuou de 83,46% em 2016 para 72% em 2025.
O Banco Central informou que, em 2025, diante de incertezas econômicas e geopolíticas, houve reforço na diversificação da carteira de reservas. Entre as mudanças, houve inclusão de ativos denominados em won sul-coreano e aumento em ouro, euro e renminbi.
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