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BC do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025

BC do Brasil, 4º maior comprador de ouro em 2025, não consta nos relatórios do 1º tri de 2026 do Conselho Mundial do Ouro, gerando dúvidas sobre o ritmo de compras

Barras e moedas de ouro do Reino Unido são exibidas em Hatton Garden, Londres, Reino Unido - 08/10/2025 (Foto: REUTERS/Hiba Kola)
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  • O Banco Central do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025, com 43 toneladas, atrás de Polônia, Cazaquistão e Azerbaijão.
  • O BC não apareceu nos relatórios do WGC referentes a janeiro, fevereiro e março de 2026.
  • No primeiro trimestre de 2026, bancos centrais adquiriram 244 toneladas de ouro, praticamente estáveis frente ao mesmo período de 2025.
  • O Conselho Mundial do Ouro projeta compras centrais ainda fortes em 2026, com possível volatilidade de preços e choques geopolíticos que possam afetar ofertas.
  • No Brasil, a participação do ouro nas reservas subiu a 7,19% em 2025, com expansão também em euro e renminbi, além de diversificação incluindo moedas menos tradicionais.

O Banco Central do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025, mas não aparece nos primeiros relatórios de 2026 do Conselho Mundial do Ouro (WGC). A participação do país nessa pauta é acompanhada com atenção pelo mercado.

No ano anterior, o BC Brasil adquiriu cerca de 43 toneladas do metal, chegando atrás de Polônia, Cazaquistão e Azerbaijão. Em janeiro, fevereiro e março de 2026, porém, o BC não integrou a lista de compradores publicada pelo WGC.

Segundo o WGC, bancos centrais globais compraram 244 toneladas de ouro no 1º trimestre de 2026, alta de 3% ante igual período de 2025. Houve aumento de venda por Turquia, Rússia e Azerbaijão.

O Conselho aponta que as compras centrais devem permanecer fortes e próximas dos níveis de 2025. A demanda segue apoiada pela volatilidade de preços e riscos geopolíticos que podem valorizar o metal, dizem especialistas.

O WGC também destaca que podem ocorrer reequilíbrios táticos ante choques de oferta no Oriente Médio, necessidade de liquidez e gestão cambial. A incerteza geopolítica tende a sustentar a demanda por ouro.

A tendência global de compra de ouro por bancos centrais permanece, impulsionada por estratégias de desdolarização e busca por ativos sem contrapartes, segundo o relatório.

Reservas do Brasil

A participação do ouro nas reservas brasileiras tem crescido nos últimos 10 anos, saindo de 1,19% para 7,19% do total em 2025. A posição em dólares recuou de 83,46% em 2016 para 72% em 2025.

O Banco Central informou que, em 2025, diante de incertezas econômicas e geopolíticas, houve reforço na diversificação da carteira de reservas. Entre as mudanças, houve inclusão de ativos denominados em won sul-coreano e aumento em ouro, euro e renminbi.

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