- O CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, mudou o tom sobre uma nova edição do Desenrola, antes considerado risco moral para o país.
- Em agosto de 2023, ele afirmou que o programa não deveria se tornar recorrente, por causar risco moral aos consumidores.
- Em 6 de agosto de 2024, Maluhy Filho disse que não há data nem hora para começar uma nova rodada, devido às condições de mercado e ao endividamento das famílias.
- O executivo ressaltou que houve amplo debate entre setor financeiro e governo para evitar distorções no mercado de crédito, especialmente nos descontos de dívidas e nos prazos.
- Segundo ele, o governo pediu o apoio dos bancos e houve acordo para que a indústria implemente a solução, com os maiores beneficiados sendo as famílias.
O CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, revisou seu posicionamento sobre a possibilidade de uma nova edição do programa Desenrola. Em agosto de 2023, ele havia dito que uma reinicialização geraria risco moral para o país. Hoje, ele afirma que a abordagem está sujeita a condições de mercado.
Nesta quarta-feira, 6, Maluhy Filho explicou que a nova rodada envolve negociação entre bancos e governo, com foco em evitar distorções no mercado de crédito. A declaração reforça que o desenho do programa depende do contexto macro e do endividamento das famílias.
O executivo destacou que houve amplo debate entre o setor financeiro e o governo para alinhavar uma solução viável. O objetivo é manter o equilíbrio entre descontos de dívidas e prazos de pagamento, buscando benefícios para as famílias sem criar incentivos indevidos.
Nova posição sobre o Desenrola
Segundo Maluhy Filho, não há data nem hora para iniciar um novo programa. A ideia é engajar a indústria para que a iniciativa dê certo, levando em conta condições de mercado e a situação financeira doméstica. O Itaú sinaliza apoio quando houver desenho aprovado por todas as partes.
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