- A crise global de petróleo, com o estreito de Hormuz praticamente paralisado, aumenta o impulso para a energia renovável.
- Um relatório da Agência Internacional de Energia Renovável destaca que eólica e solar podem fornecer energia de forma estável com avanços tecnológicos e armazenamento.
- Os custos de armazenamento em baterias caíram 93% desde 2010, abrindo espaço para projetos de fontes renováveis com fornecimento contínuo.
- A China tem os custos solares mais baixos do mundo, e países como Nigéria, Índia e Austrália mostram alta demanda por painéis solares.
- Mesmo com avanços, permanecem desafios e setores que dependem de fósseis; reduzir a dependência de petróleo importado segue como objetivo estratégico.
O relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), divulgado nesta quarta-feira, 6, aponta que a intermitência de geração solar e eólica está sendo mitigada por avanços tecnológicos e por baterias mais baratas. A publicação avalia que, com armazenamento, as renováveis podem oferecer fornecimento estável a custos menores que os fósseis em várias regiões.
A análise destaca que a queda no custo do armazenamento de energia tornou viável manter usinas renováveis em operação contínua, beneficiando setores que demandam eletricidade estável, como data centers. Frase-chave do texto é o papel do armazenamento para ampliar a previsibilidade da geração.
A agência, com atuação global e sede em Abu Dhabi, ressalta que o cenário não elimina a necessidade de combustíveis fósseis em grandes projetos, como aviação e cimento, nem a transição exigir tempo. Mesmo assim, aponta tendência de redução da dependência externa de petróleo importado.
Segundo o relatório, os custos de armazenamento caíram cerca de 93% desde 2010, o que amplia a viabilidade de projetos com alto fator de sol e vento. Na China, o custo da energia solar já é um dos mais baixos do mundo, com impactos para preços derivados em várias regiões.
Mudanças nos custos e nos mercados
Analistas citados no material reforçam que, apesar de ganhos, fatores estruturais da rede elétrica e políticas públicas influenciam a competitividade de mercados como os Estados Unidos. O relatório aponta ganhos de eficiência, mas não garante substituição rápida dos fósseis.
O documento também analisa impactos externos, como o uso progressivo de baterias e armazenamento em diferentes geografias. Indica que a redução de custos de hardware e de instalação impulsiona a participação das renováveis em sistemas elétricos locais.
Cenário geopolítico e custos no curto prazo
O texto aborda variações na demanda global por energia, com aumento de veículos elétricos na Europa e na Ásia, além de maior adoção de bombas de calor. Tais fatores ajudam a reduzir a pressão sobre os combustíveis fósseis.
Em relação aos EUA, o relatório observa que, embora haja queda recente de custos de eólica e solar, o país enfrenta barreiras de rede e tarifas que impactam a competitividade. A avaliação é de que mudanças estruturais são cruciais para ampliar a participação das renováveis.
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