- Antônio Neto, empresário dono da Braiscompany, foi condenado a oitenta e oito anos e sete meses de prisão por desvios superiores a um bilhão de reais; a esposa dele, Fabrícia Farias, recebeu condenação semelhante e o casal esteve foragido antes de ser preso pela Interpol na Argentina.
- Em live, Neto negou as acusações, afirmou que a empresa não oferecia rendimento fixo mensal e que os contratos eram de rendimento variável. Alegou ainda que não prometiam percentuais fixos aos clientes.
- O empresário disse ter saído do país por ameaças e difamação na mídia, destacando que não havia ordem de prisão preventiva no momento da fuga.
- Segundo ele, todo o dinheiro em caixa da Braiscompany está com a Justiça e não pode ser devolvido aos clientes até o fim da tramitação do processo; afirmou que tem colaborado com a Justiça.
- A Justiça decretou a falência da Braiscompany e de outras três empresas do grupo; a investigação, iniciada pela Polícia Federal na operação Halving, aponta para um esquema considerado pirâmide financeira ligado a criptomoedas.
O empresário Antônio Neto, dono da Braiscompany, reagiu pela primeira vez desde a condenação por desvios que ultrapassam R$ 1 bilhão. Em uma live, ele negou as acusações de golpes a clientes e afirmou que o investimento da empresa era variável, não fixo.
Neto disse que a investigação apontou rendimentos fixos, o que, segundo ele, não ocorria na prática. Alegou ter sido alvo de difamação na mídia e afirmou ter deixado o país por proteção à família, após receber ameaças.
Ainda segundo o empresário, todo o dinheiro da empresa está sob a tutela da Justiça e não pode ser devolvido aos clientes até o fim do processo. Alega cooperação integral com as autoridades.
Contexto do caso
A investigação, iniciada em fevereiro de 2023 com a deflagração da Operação Halving, envolve supostos retornos acima do mercado em investimentos em criptomoedas. A Polícia Federal aponta um esquema de pirâmide financeira ligado à Braiscompany.
Antônio Inácio da Silva Neto foi condenado a 88 anos e 7 meses de prisão. A sócia dele, Fabrícia Farias, recebeu 61 anos e 11 meses. O casal ficou foragido por cerca de um ano e foi preso pela Interpol na Argentina, onde permanece em prisão domiciliar, aguardando extradição.
Situação atual
No começo deste ano, a Justiça decretou a falência da Braiscompany e de outras três empresas do grupo. Neto afirma estar colaborando com a Justiça e que o ressarcimento aos prejudicados depende do andamento processual.
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