- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende uma transição no fim da escala 6 X 1, sem criar compensações tributárias para empresas.
- A redução da jornada deve ocorrer de forma gradual em alguns setores, sem redução de salário e sem benefício fiscal de compensação.
- O governo reconhece o debate como um reconhecimento geracional, ligado ao aumento da produtividade e às mudanças no mercado de trabalho.
- Alguns segmentos podem precisar de adaptação gradual, pois parte relevante da economia já não depende majoritariamente da escala 6 X 1.
- O foco governamental é em produtividade: crédito para pequenas empresas, fundos garantidores e capacitação digital, com críticas à desoneração da folha desde 2011 por não gerar retorno em empregos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, que o governo defende uma transição gradual do fim da escala 6 X 1, sem criar compensações tributárias para empresas. A ideia é reduzir a jornada de forma gradual, evitando modelos de desoneração considerados ineficientes pela equipe econômica.
Durigan explicou que a redução da jornada deve ocorrer sem redução salarial e sem benefício fiscal, em uma estratégia que envolve adaptação por setores específicos. Ele descreveu o tema como um reconhecimento geracional relacionado ao avanço da produtividade e às transformações no mercado de trabalho.
O ministro afirmou ainda que não é adequado compensar empresários com indenizações ou benefícios fiscais, mas admitiu que alguns segmentos podem exigir ajustes graduais. Estudos da Fazenda indicam que parte relevante da economia já opera sem depender majoritariamente da escala 6 X 1, citando agropecuária e comércio como exemplos.
Produtividade
Durigan defendeu que as políticas do governo priorizem o aumento da produtividade em vez de ampliar incentivos tributários. Entre as ações citadas estão crédito barato para pequenas empresas, expansão de fundos garantidores e programas de capacitação digital em instituições como Senac, Sesi e Senai.
Ele questionou se ampliar a capacitação digital, melhorar o crédito às pequenas empresas e ampliar o fundo garantidor não seria mais eficaz do que criar novo benefício fiscal. Também criticou políticas de desoneração da folha de pagamento implantadas desde 2011, alegando que elevaram o custo do Estado sem retorno expressivo em empregos.
O ministro informou que o governo pretende levar o tema ao Congresso, mantendo o objetivo de avançar na redução da jornada semanal. Durigan enfatizou a importância de discutir a transição como parte de um reconhecimento geracional do fim da escala 6 X 1.
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