- O dólar ficou em R$ 4,92, mantendo o nível nesta quarta-feira e registrando queda em relação a patamares recentes.
- O Ibovespa voltou a subir, ultrapassando os 186.700 pontos no início do pregão.
- O economista Roberto Troster afirma que há chances de o dólar cair mais, desde que não haja ruídos políticos ou mudanças abruptas de juros.
- O motivo da depreciação é o excesso de oferta frente a uma demanda estável: no primeiro trimestre houve entradas de US$ 9,2 bilhões e saídas de US$ 4,5 bilhões, com saldo líquido de US$ 4,7 bilhões.
- Investidores estrangeiros estariam saindo da bolsa por medidas de segurança, o que limitou o crescimento do Ibovespa mesmo com a queda do dólar.
O dólar operou em queda e atingiu o menor nível de 2026, fechando a sessão em 4,92 reais. A Ibovespa, por sua vez, subiu e passou dos 186.700 pontos.
Segundo o economista Roberto Troster, há chances de o dólar cair mais, desde que não haja ruídos políticos ou mudanças abruptas nas taxas e juros que desalinhem os ativos no mercado futuro.
O movimento reflete excesso de oferta em relação à demanda. No primeiro trimestre, houve entrada de US$ 9,2 bilhões no comércio externo e saída de US$ 4,5 bilhões, resultando em saldo líquido de US$ 4,7 bilhões. Quando a oferta aumenta e a demanda permanece, o preço recua.
Essa dinâmica ajudou a manter o real pressionado pela desvalorização do dólar, enquanto investidores estrangeiros reduziram compras na bolsa por medidas de segurança. A relação entre dólar e Ibovespa ficou menos alinhada diante desse cenário.
Analistas destacam que o fluxo cambial mostra menor apoio de entrada de capitais, o que influencia o desempenho da bolsa brasileira mesmo com a queda do dólar. A situação também eleva a cautela de agentes locais e estrangeiros.
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