- A Fitch elevou a classificação de risco da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável.
- A mudança reflete avanços nas reformas econômicas, melhora estrutural nas contas públicas e externa, e expectativa de financiamento adequado do governo Milei para honrar a dívida.
- A agência ressalta que, apesar dos progressos, a posição de liquidez continua fraca para gerenciar choques de confiança.
- A posição externa melhorou, com o país emergindo como exportador líquido de energia, fortalecendo a resiliência a choques de preços globais.
- O governo sinalizou prioridade à acumulação de reservas, mirando entre US$ 10 bilhões e US$ 17 bilhões em compras de câmbio neste ano, para sustentar o acordo com o Fundo Monetário Internacional na segunda revisão do programa.
Fitch eleva a nota de crédito da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável, devido a avanços nas reformas econômicas e à expectativa de financiamento adequado para quitar a dívida. A mudança foi anunciada nesta terça-feira, 5, pelo órgão de avaliação.
A agência aponta melhorias estruturais nos balanços fiscais e externos e vê progressos na acumulação de reservas cambiais. O governo de Milei é citado como capaz de assegurar o financiamento necessário para cumprir obrigações de dívida.
Apesar da melhoria, o rating segue limitado por liquidez externa ainda fraca para resistir a choques de confiança. A posição externa tem ganhado fôlego por exportação líquida de energia, o que reforça a resiliência a mudanças nos preços globais.
Em política econômica pós-eleitoral, o governo priorizou a formação de reservas. Meta de compra de câmbio varia entre US$ 10 bilhões e US$ 17 bilhões neste ano. A meta busca sustentar o diálogo com o FMI na segunda revisão do programa.
A Fitch afirma que as reservas líquidas permanecem baixas quando se consideram passivos de curto prazo, como repos e linhas de swap. Ainda assim, a projeção é de aumento de US$ 8 bilhões neste ano, alinhado à meta do FMI.
Entre na conversa da comunidade