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Goolsbee afirma no Fed que produtividade pode frear ou elevar inflação

Goolsbee afirma que ganho de produtividade pode conter ou elevar a inflação, dependendo de expectativas de gastos e de taxas de juros futuras

Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve de Chicago 21 de agosto de 2025 REUTERS/Jim Urquhart
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  • O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que aumento da produtividade pode não reduzir a inflação e pode até elevá-la se gerar expectativas de ganho de renda que aumentem os gastos.
  • Segundo ele, isso poderia exigir uma política monetária mais rígida para evitar superaquecimento da economia.
  • Goolsbee destacou que as implicações para as taxas de juros são uma área de debate, principalmente diante de visões divergentes sobre o efeito desinflacionário da produtividade.
  • O ex-presidente do Fed Alan Greenspan havia argumentado, na década de noventa, que a produtividade aliviaria pressões inflacionárias, mas os juros subiram no fim daquela década.
  • No contexto da IA, a produtividade deve melhorar com a tecnologia, mas ganhos podem já estar refletidos em preços elevados de ações, sustentando gastos de famílias mais ricas.

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que o ganho de produtividade não é garantia de inflação baixa e pode até pressionar os preços para cima se famílias e empresas elevarem gastos com base em ganhos futuros. Washington, 6 de maio de 2025.

Goolsbee destacou que a relação entre produtividade e inflação permanece aberta a debate, especialmente no contexto de taxas de juros. Embora o argumento de inflação mais baixa seja atraente, as implicações para o aperto monetário ainda são incertas.

Em discurso preparado para uma conferência do Milken Institute em Los Angeles, o presidente do Fed alertou para o risco de comportamento de gasto impulsionado por previsões de crescimento. Se o otimismo sobre renda futura aumentar, pode haver superaquecimento econômico antes do ganho de produtividade se materializar.

O debate ocorre em meio a perspectivas de avanços tecnológicos, com a expectativa de melhoria contínua da produtividade com a adoção de inteligência artificial por mais empresas. Fontes associadas ao tema ressaltam que os benefícios podem já se refletir em ativos financeiros.

Por outro lado, a avaliação de Warsh, ex-diretor do Fed e atual nome cotado para a cadeira do Fed, sinaliza cautela. Em audiência no Senado, ele não vinculou explicitamente melhorias de produtividade a movimentos de juros, mas indicou que o impacto da IA sobre a capacidade produtiva pode superar o efeito sobre a demanda.

Warsh descreveu a aceleração do ritmo de mudanças como um fator relevante para o trabalho do Fed. Ele afirmou que não há certeza sobre como tudo se desenrolará, mas ressaltou a necessidade de avaliar a onda de produtividade com cuidado.

Ainda segundo o quadro de debate, a produtividade gerada pela tecnologia pode fortalecê-la pela criação de novos data centers e maior consumo de energia, o que, visto de perto, eleva preocupações com pressões inflacionárias futuras caso os gastos permaneçam elevados.

A discussão sinaliza a sensibilidade do tema ao cenário de juros. Economistas destacam que, mesmo com ganhos de eficiência, o comportamento de consumo pode moldar o caminho da inflação e da política monetária nas próximas decisões do Fed.

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