- Governo avalia nova rodada de renegociação do Desenrola, voltada a pessoas adimplentes que enfrentam juros elevados, como trabalhadores informais, com anúncio entre o fim de maio e o início de junho.
- Desenrola 2.0, lançado há poucos dias, alcança mais de cem milhões de pessoas e prevê descontos de até noventa por cento, juros limitados a um vírgula noventa e nove por cento ao mês e uso de até vinte por cento do saldo do FGTS para quitar débitos.
- O foco são famílias com renda de até cinco salários mínimos e envolve dívidas de cartão de crédito, cheque especial e financiamento estudantil.
- A meta é reduzir a inadimplência para que os juros voltem a ficar em patamar mais razoável, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
- Também passa a valer a exigência de bloqueio de transações de participantes do programa em plataformas de apostas online.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou no programa Bom dia, Ministro, que o governo avalia uma nova rodada do Desenrola para renegociação de dívidas. A ideia é atender pessoas adimplentes com juros elevados, especialmente trabalhadores informais. A divulgação deve ocorrer entre o fim de maio e o início de junho.
Durigan enfatizou que o Desenrola funciona em modelo ganha-ganha, beneficiando devedores e bancos. Segundo ele, a redução da inadimplência pode levar a juros mais baixos praticados pelas instituições financeiras. O objetivo é reorganizar as contas e facilitar o acesso ao crédito com condições mais razoáveis.
A nova fase, chamada Desenrola 2.0, foi lançada pelo governo na segunda-feira (4). Dados do Banco Central indicam que a programação alcança mais de 100 milhões de pessoas. O programa prevê descontos de até 90% para dívidas de até dois anos, juros de até 1,99% ao mês e uso de até 20% do saldo do FGTS para quitação.
Destacou-se, durante a coletiva, a adoção de barreira comportamental para evitar uso indevido: transações de participantes não poderão ser realizadas em plataformas de apostas online.
Desenrola 2.0 e critérios de elegibilidade
A nova etapa mira famílias com renda de até cinco salários mínimos. Abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial e financiamento estudantil, com foco em resíduos de endividamento que dificultam a renegociação.巴黎
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