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Investidores assumem mais risco por alternativas caras, diz BlackRock

BlackRock afirma que, com o custo de ser defensivo, investidores elevam exposição a ativos alternativos e ações, aumentando foco em emergentes e private equity

Investidores estão tomando risco porque a alternativa sai caro, diz BlackRock
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  • Investidores continuam assumindo riscos despite geopolítica, pois evitar riscos envolve custo, segundo Francisco Rosemberg, head de wealth e family office na BlackRock para a América Latina.

  • A recomendação de alocação atual envolve partir do modelo 60/40 para algo como 50/30/20, com 20% em ativos alternativos (private equity, crédito privado, etc.).

  • Ativos alternativos ganham espaço porque muitas empresas permanecem privadas por mais tempo, ampliando oportunidades além de private equity, crédito privado e infraestrutura.

  • O apetite por risco segue robusto: investimento aumentou em ações, diversificação para mercados emergentes e manutenção de interesse em ativos alternativos, com foco em crédito privado e infraestrutura, especialmente para family offices da América Latina.

  • A transição para o modelo de assessoria fee-based ganha força no Brasil, promovendo foco na estratégia de alocação de longo prazo; ETFs ganham espaço como ferramenta eficiente nesse contexto.

Os investidores seguem assumindo risco mesmo com geopolítica adversa, diz Francisco Rosemberg, head de wealth e family office para a América Latina na BlackRock. A justificativa é simples: ser excessivamente defensivo tem custo.

Segundo Rosemberg, a instabilidade cria oportunidades de alocação em mercados públicos e privados. Ele ressalta que a sofisticação da assessoria financeira está transformando o mercado de investimentos.

Para ele, há espaço para gestão ativa de verdade: aquelas que entregam desempenho acima do benchmark depois das taxas. A seguir, os principais pontos da entrevista.

Evolução da gestão patrimonial

Nos últimos 15 anos a gestão de patrimônio ficou mais profissional. Portfólios passaram a combinar ativos de mercados públicos e privados, não apenas a acessar produtos.

O assessor migrou de corretor para arquiteto de patrimônio, segundo a BlackRock. A ideia é compor portfólios eficientes com diferentes classes de ativos.

Tradicionalmente o portfólio 60/40 era comum na América Latina. Nos EUA, o modelo invertido é mais frequente. Hoje o 60/40 é amplamente questionado pela renda fixa, menos diversificadora.

Novo mix de ativos e porquê

A referência atual é 50/30/20: 20% em ativos alternativos como private equity e crédito privado. Esses instrumentos acompanham empresas que permanecem privadas por mais tempo.

Não é obrigação investir nesses ativos, mas eles representam parcelas relevantes do universo de oportunidades. A diversificação passa a incluir privados com maior peso relativo.

Apetite por risco e cenário externo

A pesquisa com family offices mostrou que, em 2025, a geopolítica era uma das maiores preocupações. Mesmo assim, investidores continuam assumindo mais risco.

Há crescimento da exposição a ações, diversificação para mercados emergentes e interesse contínuo em ativos alternativos, especialmente crédito privado e infraestrutura. A América Latina ganha atenção nesse setor.

Desconexões entre macro e prática

A instabilidade geopolítica é constante e tornar portfólios mais defensivos envolve custo. No entanto, esse cenário também gera oportunidades em mercados públicos e privados.

Mudou a composição: maior participação em ações globais e menor peso em títulos públicos longos, com mais ativos privados no portfólio.

Crédito privado e democratização

Embora haja preocupação com alguns segmentos, o crédito privado ganhou espaço nos portfólios de wealth. A democratização foi impulsionada por inovações que abriram acesso a investidores com menos capital.

Veículos como evergreen passaram a permitir resgates condicionados, mantendo o foco em ativos ilíquidos subjacentes. Algumas situações geraram atenção midiática, mas os veículos funcionam conforme regulamento.

Institucionais permanecem mais tranquilos, mesmo com alguns episódios de estresse. A percepção geral é de que é possível obter retornos positivos, mesmo com defaults.

Oportunidades em mercados emergentes

O relatório da BlackRock reforça visão overweight em ações dos EUA e em mercados emergentes, incluindo a América Latina. O ciclo de IA nos EUA sustenta expectativas de receitas em empresas específicas.

A região é vista como resistente por possuir recursos naturais úteis à infraestrutura de IA, mas depende de reformas e de uma trajetória estável para atrair capital de longo prazo.

Brasil e continuidade de políticas

Mais importante que o governo é a continuidade de políticas credíveis. Investimentos de longo prazo exigem previsibilidade de regras, especialmente no Brasil.

Modelos de assessoria e ETFs

O modelo fee-based, em que o investidor paga pelo serviço, ganha espaço no Brasil. A transição do modelo transacional para fee-based favorece planejamento de longo prazo e alocação estruturada.

Nos EUA, cerca de 65% da indústria já é fee-based. Na América Latina, a estimativa é 15%. No offshore, com custódia nos EUA, aproximadamente 35% está no modelo fee-based.

Essa mudança favorece o crescimento de ETFs, inclusive no Brasil, onde o mercado ainda é reduzido. ETFs ajudam a reduzir custos e a ampliar o uso de estratégias ativas.

Gestão ativa e o papel dos ETFs

A gestão ativa tem espaço real, desde que gere retorno acima do benchmark após taxas. ETFs ativos ganham espaço como veículo eficiente para portfólios. A discussão evoluiu para a eficiência do próprio ETF.

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