- Itaú BBA reduziu as expectativas de lucro do Santander Brasil para 2026 (R$ 16,08 bilhões) e para 2027 (R$ 18,97 bilhões).
- Santander Brasil acumula queda de 11% no ano e ficou isolado fora do rali do Ibovespa; o resultado do primeiro trimestre aumentou as dúvidas sobre o desempenho.
- Provisões de crédito devem subir, sustentando a principal queda nas projeções de lucro; as projeções de Receita Líquida de Juros também foram revisadas para baixo.
- Crescimento da carteira ocorreu principalmente em veículos, pequenas e médias empresas e cartões de crédito, setores mais sensíveis ao ciclo econômico.
- Preço-alvo é de R$ 32, recomendação neutra; as ações eram negociadas a R$ 29,26 às 12h, alta de 1,7%.
O Santander Brasil (SANB11) viu suas projeções de lucro para 2026 serem revogadas pelo Itaú BBA após divulgar o resultado do primeiro trimestre. O atraso ocorre em meio ao contexto de valorização de ações no começo de 2026, mas com o banco fora do rali.
O Itaú BBA revisou as estimativas: lucro líquido de 2026 caiu de 16,35 bilhões para 16,08 bilhões, queda de 3%. Para 2027, a projeção recuou de 20,86 bilhões para 18,97 bilhões, queda de 7%. A avaliação baseia-se em uma deterioração de indicadores de crédito e de receitas com juros.
A Instituição aponta que o crescimento da carteira de crédito ficou concentrado em veículos, pequenas e médias empresas e cartões de crédito, setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Aumento esperado de provisões de crédito é apontado como principal fator de baixa nas projeções, junto com revisões negativas na Receita Líquida de Juros (NII).
Perspectivas e impactos de mercado
A equipe do Itaú BBA avalia que a operação do Santander Brasil permanece mais disciplinada frente a ciclos anteriores, mas a recuperação deve ser gradual. O preço-alvo para as units é de 32 reais, com recomendação neutra.
Até as 12h, as ações eram negociadas a 29,26 reais, em alta de cerca de 1,7%. As mudanças de projeção ocorrem em meio a expectativas de juros de longo prazo mais elevadas e a potenciais pressões de inadimplência caso inflação ou juros não recuem.
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