- Itaú mantém apetite por crédito em 2026, com guidances de crescimento da carteira entre 5,5% e 9,5% (Brasil: 6,5% a 10,5%), mesmo diante de incertezas econômicas.
- Foco em clientes targets, com mais de 80% do portfólio e quase 100% das novas operações de crédito; endividamento desse grupo cresceu 5% entre 2019 e 2025, frente a alta de 23% do mercado.
- Carteiras atingem crescimento de dois dígitos nesses públicos, validando a estratégia; executivos ressaltam manutenção do ritmo de concessões.
- Peso das garantias na carteira aumentou de 36% em 2019 para 55% no início de 2025; agro tem 78% de cobertura por garantias ou alienação fiduciária.
- Primeiro trimestre fechou com lucro líquido de R$ 12,3 bilhões, +10,4% versus o mesmo período; ROE de 24,8% (alta de 2,3 pp), com alta previsível pela robustez apresentada.
O Itaú Unibanco manteve o apetite por crédito mesmo diante de um cenário de incerteza econômica, juros elevados e instabilidade geopolítica. A instituição reforçou a estratégia de selecionar clientes “targets” com foco em qualidade de carteira e garantias, aponta comunicado sobre o primeiro trimestre.
Os executivos destacaram que a carteira cresce com qualidade, apoiada por clientes com renda mais alta e comportamento estável ao longo de ciclos econômicos. O CEO Milton Maluhy Filho e o CFO Gabriel Moura participaram de coletiva de imprensa na semana passada.
Maluhy Filho afirmou que é preferível atuar de forma constante no mercado do que acelerar o crédito e, posteriormente, realizar correções abruptas. Moura comentou que mais de 80% do portfólio pertence aos clientes targets, quase 100% das novas operações de crédito, e o endividamento desse grupo cresceu 5% entre dezembro de 2019 e janeiro de 2025, frente a alta de 23% do mercado.
Desempenho e foco no portfólio
As carteiras de clientes target registram crescimento de dois dígitos, validando a estratégia, segundo o banco. O guidance permanece estável, prevendo expansão de 5,5% a 9,5% da carteira total de crédito, com Brasil entre 6,5% e 10,5%.
Executivos ressaltaram que o Itaú ampliou o peso de garantias na carteira corporativa, de 36% em 2019 para 55% no início de 2025. No segmento agro, a cobertura com garantias e alienação fiduciária atingiu 78%.
O banco continua monitorando casos de grandes empresas com dificuldades, mantendo níveis de provisão compatíveis para lidar com inadimplentes, conforme informado pelos executivos.
Resultados financeiros do trimestre
O Itaú encerrou o 1º trimestre com lucro líquido de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% sobre o mesmo período de 2024. Desconsiderando distribuição antecipada de dividendos, o lucro recorrente gerencial foi de R$ 12,7 bilhões, recorde.
O ROE atingiu 24,8%, avanço de 2,3 p.p. na base anual, o melhor desde o 2º trimestre de 2015. As operações no Brasil apresentaram ROE de 26,4% e, com ajuste de capital, chegam a 27,6%.
Ações: por volta de 11h42, as preferenciais caíam 1,55%, a R$ 41,80. No acumulado do ano, os papéis sobem 6,77%, elevando o valor de mercado do Itaú para cerca de R$ 465 bilhões.
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