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Prato feito passa de R$ 30; almoço fora custa mais de R$ 600/mês

FAC-SP aponta alta de 1,67% no IPF do 1º trimestre; prato feito chega a R$ 30,27, elevando gasto mensal de quem almoça fora para cerca de R$ 605

Custo mensal subiu R$ 10 entre janeiro e março de 2026 | Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O preço médio do prato feito subiu de R$ 29,77 em janeiro para R$ 30,27 em março, alta de 1,67%.
  • Um trabalhador que almoça fora cinco vezes por semana gasta cerca de R$ 605 por mês com essa refeição.
  • O aumento mensal representa aproximadamente R$ 10 a mais em relação ao início do ano.
  • Os dados são do Índice Prato Feito (IPF), estudo da FAC-SP que acompanha o custo da alimentação fora do domicílio, com 359 preços em 48 municípios em março.
  • No primeiro trimestre, o IPCA para alimentação fora do domicílio aumentou 1,51%, segundo o IBGE; o IPF é preliminar e não substitui a inflação oficial.

O que aconteceu: a alimentação fora de casa ficou mais cara no primeiro trimestre de 2026. O levantamento é da FAC-SP, ligada à ACSP, e acompanha o custo do prato feito. Dados apontam alta de 1,67% no período.

Quem está envolvido: a Faculdade do Comércio de São Paulo, responsável pelo IPF, com base em 359 preços coletados em 48 municípios.

Quando e onde: no primeiro trimestre de 2026, em estabelecimentos de diversas cidades do estado de São Paulo.

Quanto aumentou: o preço médio do prato feito passou de R$ 29,77 em janeiro para R$ 30,27 em março, conforme o IPF.

Perfil do gasto: quem almoça fora cinco dias por semana gasta cerca de R$ 605 por mês apenas com essa refeição, um incremento de aproximadamente R$ 10 desde o início do ano.

Dados do IPF

O Índice Prato Feito é produzido pela FAC-SP para monitorar o custo da alimentação fora do domicílio. Em março, o levantamento considerou 359 preços de 48 municípios.

O que influencia o valor: segundo o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico, o preço reflete custos como mão de obra, energia, aluguel, transporte, embalagens, tributos e logística.

Contexto metodológico: o IPF é um indicador preliminar, em amadurecimento metodológico, com ampliação gradual da amostra. Por isso deve ser visto como levantamento complementar e não como inflação oficial.

Comparação com o IPCA

No IPCA, também no 1º trimestre, a alimentação fora do domicílio acumula alta de 1,51%, conforme o IBGE. Os números oficiais divergem em metodologia e escopo entre os índices.

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