- A reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, no cruzamento das ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide, em São Paulo, ocorreu no dia seis de maio, após decisão judicial que apontou falta de garantia de segurança e risco de ruína.
- O prédio de quatro andares teve ocupação desde 2006 por pessoas em situação de vulnerabilidade; ocupações ocorreram também em dois momentos anteriores, e as famílias deixaram o imóvel na véspera da reintegração.
- A Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda., dona de sete dos nove apartamentos, pretende realizar retrofit para transformar o edifício em condomínio e não pretende comprar os dois apartamentos restantes nem demolir.
- Dois proprietários resistiam à venda e avaliam alternativas, incluindo a venda de uma unidade à Santa Alice ou a venda de todos os nove apartamentos a outra construtora, sem acordo até o momento.
- Moradores do entorno relatam degradação, infestação de roedores e quedas de valor imobiliário; a AME Jardins já pediu demolição para evitar novas invasões.
O Edifício Peixoto Gomide, no cruzamento da Oscar Freire com a Peixoto Gomide, teve reintegração de posse concluída nesta quarta-feira, 6. A decisão judicial aponta falta de garantias de segurança e risco de ruína, mantendo o imóvel fora de uso.
A reintegração encerra um conflito que vem de duas décadas entre uma construtora que comprou a maioria dos apartamentos e dois proprietários resistentes à venda. O prédio foi invadido em 2006 e, após desocupações, voltou a ser ocupado em 2016 por cerca de 30 famílias. Nesta semana, todos deixaram o edifício.
A Santa Alice Hotelaria e Construções LTDA., proprietária de sete dos nove apartamentos, liderou a ação de retomada. O empresário Álvaro Moreira, hoje afastado da posição de executivo, acompanha o caso e afirmou que o plano é realizar um retrofit no prédio art déco para devolvê-lo ao formato de condomínio, sem abandonar a ideia de manter os apartamentos atuais sob o controle da empresa.
As negociações com os demais proprietários seguem sem acordo. Um dos interessados seria a venda da unidade para a Santa Alice, enquanto há propostas para vender todos os nove apartamentos a outra construtora; as candidaturas não foram confirmadas pela reportagem. A segunda proprietária não comentou o caso.
Enquanto isso, a empresa contratou equipes para vedar acessos com concreto, buscando impedir novas invasões e facilitar a segurança do entorno. A decisão de manter ou não a venda de imóveis caberá aos filhos do sócio, conforme o que foi indicado pela família.
Moradores da região lamentam a situação. Vizinhos relatam degradação do imóvel e aumento de animais e pragas, com impactos no tráfego e na qualidade de vida ao redor. A associação de moradores AME Jardins já havia defendido a demolição para evitar novas ocupações e riscos à vizinhança, citando risco de explosões e de danos estruturais.
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