- O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, não prevê ruptura no ciclo de crédito e espera estabilidade nos indicadores de inadimplência nos próximos trimestres.
- Para grandes empresas, o banco disse que o portfólio está bem provisionado e que novas regras do BC classificam créditos em recuperação como estágio 3, aumentando o risco de forma consciente.
- Em PMEs, o fim da carência de programas governamentais pode elevar a inadimplência em cerca de 0,2 ponto porcentual, mas é efeito pontual; a fatia garantida do portfólio subiu de 36% para 55% desde 2019.
- O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Itaú Unibanco no primeiro trimestre de 2026 foi de 24,8%, o melhor desde o segundo trimestre de 2015, com ajuste de capital de 12%.
- A queda suave no lucro trimestral foi atribuída ao efeito sazonal de transição do quarto para o primeiro trimestre, além do pagamento de dividendo extraordinário de 20 bilhões de reais no quarto trimestre.
O Itaú Unibanco não prevê ruptura no ciclo de crédito na sua carteira e mantém expectativa de estabilidade nos indicadores de inadimplência nos próximos trimestres. A avaliação foi feita durante a apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2026.
Segundo Milton Maluhy Filho, CEO do banco, é preciso acompanhar desdobramentos do cenário para grandes empresas, mas o portfólio está bem provisionado conforme as novas regras do BC, que classificam créditos em recuperação extrajudicial no estágio 3.
Na visão do banco, o impacto da retirada de carência em programas governamentais sobre a inadimplência de PMEs tende a ser pontual, estimado em 0,2 ponto percentual. Ao longo dos últimos anos, o Itaú reduziu risco, aumentando a participação de garantias no crédito a PMEs.
Gabriel Moura, vice-presidente financeiro, informou que o ROE do Itaú no 1º tri de 2026 chegou a 24,8%, o melhor desde 2015, ajustado a 12% de capital. A inadimplência de curto prazo subiu levemente por sazonalidade, com efeito estimado entre 0,23 e 0,4 p.p.
A autoridade explicou ainda que a qualidade da carteira de clientes-alvo é sólida, com endividamento próximo de 105% no índice para esse grupo, acima de 100, mas abaixo do observado na indústria. Em relação às micro, pequenas e médias empresas, a participação de garantias subiu de 36% para 55% desde 2019.
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