- O PMI de serviços da S&P Global subiu de 50,1 em março para 52,3 em abril, indicando expansão da atividade.
- O crescimento foi puxado pela retomada dos novos pedidos, com destaque para serviços ao consumidor; imóveis e serviços comerciais ficaram para trás.
- A confiança para os próximos 12 meses atingiu o maior nível em 11 meses, com expectativas de demanda estável e maior previsibilidade após as eleições.
- Pelo terceiro mês consecutivo, as empresas ampliaram seus quadros de funcionários, em ritmo modesto e disseminado entre os subsetores.
- O PMI composto (Brasil) subiu para 52,4 em abril, retornando à expansão, enquanto a inflação de custos no setor privado atingiu o nível mais alto desde meados de 2022, com repasse de custos aos preços.
O setor de serviços da economia brasileira voltou a crescer em abril, impulsionado pela recuperação de novos negócios, mas enfrentando pressão de custos. O PMI de serviços da S&P Global avançou de 50,1 em março para 52,3 em abril, acima da linha de 50 pontos que indica expansão.
Segundo o levantamento, a melhora mais acentuada veio da retomada das vendas. Após queda em março, as empresas registraram aumento dos novos pedidos no início do segundo trimestre, com destaque para serviços ao consumidor. Apenas imóveis e serviços comerciais ficaram atrás.
A confiança para os próximos 12 meses atingiu o maior nível em 11 meses, com expectativas de demanda estável, melhora gradual do ambiente econômico e maior previsibilidade política após as eleições. O otimismo também cresceu no mercado de trabalho.
Pelo terceiro mês seguido, empresas de serviços ampliaram seus quadros de funcionários. A geração de vagas segue modesta, porém disseminada entre subsegmentos, exceto no setor de imóveis e serviços comerciais.
A inflação de custos no setor de serviços avançou com força em abril, o ritmo mais rápido em mais de um ano. O repasse para preços ao cliente ficou mais intenso, refletindo alta nos insumos e custos de energia e transporte.
Entre os fatores que elevam custos, a guerra no Oriente Médio foi citada como contribuindo para o aumento de combustíveis e pressões em cadeias de suprimento, impactando itens como combustível, energia, transporte e materiais diversos.
No lado dos preços ao consumidor, o setor de serviços ao consumidor liderou a inflação de custos, enquanto transportes, informação e comunicação registraram aumentos mais acentuados. Isso reforça a sensibilidade do setor à atividade e ao mercado de trabalho.
No agregado, o PMI composto do Brasil subiu de 49,9 para 52,4 em abril, sinalizando expansão da atividade econômica. Indústria e serviços contribuíram, elevando o índice para o maior nível em mais de um ano.
Ainda assim, a inflação de custos no setor privado atingiu o maior patamar desde meados de 2022, e os preços cobrados apresentaram alta comparável a quase quatro anos, segundo a leitura do indicador.
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