- O comité de empresa da Red.es convocou paros parciais a partir de 1 de junho, devido ao bloqueio da implementação da jornada semanal de 35 horas.
- Em 15 de abril, 75% da plantilla aprovou a distribuição da nova jornada, segundo os sindicatos.
- Os representantes dizem que a medida é viável de imediato e citam acordos de fevereiro de 2026 que permitem igualar condições com outros órgãos da Administração.
- A gestão foi interrompida pelo secretário-geral da Red.es, Carlos Ruíz de Toledo, sem resposta técnica apresentada pelo Ministério.
- Os sindicatos também cobram avanços no primeiro convenio coletivo da entidade e pedem desbloqueio imediato para evitar prejuízos à funcionamento da empresa pública.
O comité de empresa de Red.es, vinculada ao Ministério para a Transformação Digital e da Função Pública, convocou um calendário de paros parciais a partir de 1º de junho. A medida reage ao bloqueio da implementação da jornada semanal de 35 horas, já em operação em outros órgãos da Administração Geral do Estado, como CDTI, FNMT e Adif.
Segundo representantes sindicais, o processo é resultado de um referendo realizado em 15 de abril, com participação de 75% da plantilla. O resultado foi encaminhado à presidenta do conselho de administração, Maria González Veracruz, e ao diretor geral, Jesús Herrero Poza, que não receberam resposta técnica do Ministério.
A imprensa sindical sustenta que a implantação é viável de imediato. Alegam acordos firmados em fevereiro de 2026 entre Red.es e o comitê que permitem equiparar condições laborais com outras entidades públicas, já aplicado no CDTI. Em carta ao ministro Óscar López, os sindicatos defendem o desbloqueio imediato para evitar desigualdade com o restante da administração.
Reivindicações e próximos passos
Além da redução de jornada, CC OO e UGT incluem a renegociação do primeiro convenio coletivo da entidade, ainda estagnada. A posição dos sindicatos é de que o Ministério anuncia apoio público à medida, mas não resolve a situação interna de Red.es, o que, segundo eles, prejudica o papel estratégico da entidade.
As mobilizações iniciadas em 1º de junho visam restituir o direito à jornada acordada. Fontes sindicais indicam que, sem diálogo formal ou retificação em breve, o calendário de paros pode se intensificar, impactando o funcionamento da empresa pública ao longo de junho. O Ministério não divulgou explicações oficiais sobre o bloqueio.
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