- Hoje, um milhão de mulheres dirigem propriedades no Brasil, cobrindo cerca de 30 milhões de hectares.
- Elas correspondem a 38% da população do agronegócio, 37% dos clientes e 34% dos cargos gerenciais.
- O texto aponta a persistência do preconceito estrutural, com desafios como desigualdade salarial e dificuldades de promoção, ainda que haja avanços.
- Em 2026, o setor precisa de colaboração entre poder público, sociedade, fornecedores, cooperativas e produtores para manter margens e a sustentabilidade econômica.
- O perfil de liderança feminino evoluiu, com maior abertura à inovação, uso de dados e foco em planejamento de longo prazo e sustentabilidade.
Forbes Brasil aponta evolução expressiva: hoje 1 milhão de mulheres dirigem propriedades rurais no Brasil, ocupando espaço significativo no agronegócio. O levantamento destaca mudanças de liderança, gestão e estratégia diante de um cenário econômico desafiador em 2026.
A reportagem enfatiza que o movimento feminino no campo não é novidade, mas ganhou força com mudanças estruturais. Mulheres passaram a atuar na gestão de operações, em negociações com fornecedores, governança e aquisição de equipamentos, rompendo barreiras históricas de participação.
A pesquisa de campo mostra que o papel feminino avança apesar da persistência de preconceitos estruturais. Desigualdade salarial, barreiras de promoção e a necessidade de provar competência em dobradinha com o masculino são apontados como entraves ainda presentes em parte do setor.
No mosaico atual, o domínio feminino é respaldado por números: as mulheres respondem por 38% da população do agronegócio, 37% dos clientes e 34% dos cargos gerenciais. Elas também comandam grandes propriedades, cobrindo cerca de 30 milhões de hectares.
A evolução do mindset das gestoras é destacada pela fluidez em ambientes historicamente masculinos. As líderes agrícolas adotam inovação, visão sistêmica e forte atuação com pessoas, tecnologia e dados, equilibrando sustentabilidade com planejamento de longo prazo.
Em 2026, o momento exige colaboração entre setor público, sociedade, fornecedores, distribuidores e produtores. Cooperativas e entidades de classe terão papel decisivo na reorganização da cadeia produtiva; o objetivo é fortalecer relações e construir caminhos com firmeza e sensibilidade.
Especialistas ressaltam que a habilidade de unir firmeza e empatia será essencial para enfrentar a crise e manter a agenda de prosperidade. Ao superar barreiras, as gestoras aspiram ampliar sua participação e consolidar o papel do Brasil no agronegócio global.
Maria Antonieta Guazzelli, produtora rural e gestora de fazendas de leite, café, cereais e florestas, é citada como referência. Ela lidera o Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) e atua em conselhos de destaque, contribuindo há 30 anos no setor financeiro e com formação em TI, marketing, processos e gestão de agronegócios.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores. Fonte: Forbes Brasil.
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