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Veja lança filme discreto que quase não mostra o tênis

Veja lança minidocumentário para evidenciar cadeia produtiva ecológica e salários justos, com produção no Brasil e sede na França

Fábrica de tênis da Veja, que mantém a cadeia produtiva no Brasil e escritórios centrais na França.
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  • A Veja, marca franco-brasileira que completa vinte anos, usa uma cadeia produtiva com matérias-primas ecológicas e relações de trabalho mais justas, como algodão orgânico do Piauí, plástico reciclado de Minas Gerais e borracha da Amazônia, com fábrica no Rio Grande do Sul.
  • Neste mês, a marca lança o minidocumentário Longe dos Holofotes, com três pessoas da cadeia de produção, para mostrar impactos de um comércio mais justo; a exibição acontece em sete de setembro, no Theatro São Pedro, em São Paulo, às dezoito horas.
  • A Veja não investe pesado em publicidade; o fundador Sébastien Kopp explica que o filme busca revelar a realidade de onde nasce a matéria-prima, e que não há foco em campanhas com celebridades.
  • O preço médio de um tênis Veja fica em torno de setecentos reais; a empresa afirma pagar acima do mercado aos fornecedores, com salários médios de cerca de 2.015 reais para trabalhadores nas fábricas em dois mil e vinte e quatro.
  • A empresa fatura cerca de 280 milhões de euros por ano, tem produção no Brasil com 600 funcionários diretos e escritórios no Brasil, na França, e em outras regiões, mantendo uma linha de produto discreta e foco em sustentabilidade e rastreabilidade dos materiais.

O algodão orgânico do Piauí, o plástico reciclado de Minas Gerais e a borracha nativa do Acre se unem na fábrica no Rio Grande do Sul para fabricar os tênis Veja. A marca franco-brasileira celebra 20 anos com um modelo de negócio pautado por matéria-prima sustentável e relações de trabalho mais justas.

Este mês, Veja divulga o minidocumentário Longe dos Holofotes, no qual três pessoas de diferentes etapas da produção comentam o impacto de um comércio mais justo. A exibição será no Theatro São Pedro, em São Paulo, no dia 7, às 18h.

A Veja mantém operação com sede em Paris e cadeia produtiva no Brasil. O filme, segundo o fundador Sébastien Kopp, busca mostrar a realidade de quem produz, com menos foco na propaganda da marca. O objetivo é evidenciar trabalho, vidas e lutas.

A trajetória da Veja começou em 2004, após auditorias sociais no Brasil e em outros polos da indústria. A empresa diz pagar preços acima do mercado aos fornecedores, valorizando matérias-primas e salários. Em 2024, o salário médio na linha de produção foi de cerca de R$ 2.015.

Os tênis são vendidos com preço médio de aproximadamente R$ 700. Segundo Kopp, o valor reflete o processo de fabricação responsável, não sendo um produto de luxo, mesmo com o design simples e minimalista. O preço vai além do custo material.

A empresa opera com 600 trabalhadores diretos e mantém escritórios no Brasil, Europa, Ásia e Oceania. Em nota, a Veja aponta que apenas uma parcela reduzida dos clientes conhece a origem ética dos produtos.

O fundador afirma que a ausência de investimentos pesados em publicidade ajuda a manter o perfil discreto da marca. Mesmo assim, o modelo de negócio tem atraído interesse de observadores que acompanham o desenvolvimento de cadeias produtivas mais justas.

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