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Bradesco adota tom conservador e aponta margem como motor da rentabilidade

Bradesco adota tom conservador e projeta margem financeira líquida entre 42 e 48 bilhões em 2026, com gestão de risco mais rígida e foco em linhas seguras

Ações do Bradesco acumulam alta de 2,03% no ano, levando valor de mercado a R$ 183,8 bilhões
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  • Bradesco adotou tom mais conservador na concessão de crédito, em função do cenário econômico.
  • A instituição projeta margem financeira líquida entre R$ 42 bilhões e R$ 48 bilhões em 2026, ante R$ 40 bilhões em 2025.
  • A PDD subiu 26,5% na base anual, para R$ 9,6 bilhões, enquanto a margem líquida atingiu R$ 10,4 bilhões no primeiro trimestre.
  • O banco mira expansão da margem com gestão de risco mais rígida e avanço seletivo em linhas com maior garantia; tesouraria já entregou R$ 600 milhões, com guidance anual de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão.
  • As ações preferenciais caíam 3,53% por volta das 11h05, partindo de um valor de mercado de cerca de R$ 183,8 bilhões.

O Bradesco adotou um tom mais conservador na concessão de crédito diante do cenário econômico, buscando manter a rentabilidade por meio da margem financeira líquida. A instituição projeta expansão de dois dígitos baixos nesse item para 2026, com foco em gestão de risco mais rigorosa e avanço seletivo em linhas com maior segurança.

O CEO Marcelo Noronha afirmou, em entrevista coletiva na quinta-feira, 7 de maio, que o apetite ao risco não significa frear operações, mas operar com maior cuidado. O guidance aponta margem financeira líquida entre R$ 42 bilhões e R$ 48 bilhões em 2026; em 2025, ficou em R$ 40 bilhões.

André Carvalho, diretor de relações com investidores, disse que a tesouraria já entregou cerca de R$ 600 milhões, com um soft guidance esperado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão para o ano. A meta é manter a margem com clientes via ajuste de spreads e uso cuidadoso de linhas com garantia.

Perspectiva de margens e PDD

A PDD (provisões para de liquidação duvidosa) aumentou 26,5% na base anual no primeiro trimestre, para R$ 9,6 bilhões, conforme dados apresentados. A margem bruta subiu 16,4%, para R$ 20 bilhões, e a margem líquida ficou em R$ 10,4 bilhões, avanço de 8%.

Analistas destacaram que o crescimento da PDD ocorreu por fatores específicos no atacado, além de safras rurais antigas e do ambiente macroeconômico desafiador. O Bradesco reforçou que, apesar da alta da PDD, a margem financeira líquida deve continuar como principal motor de rentabilidade neste ano.

Noronha ressaltou que, historicamente, a PDD oscila pouco quando a carteira se expande e as provisões são cumpridas conforme regras regulatórias. O banco manteve velocidade de crescimento em massificado, com mais cautela no atacado, segundo o executivo.

Desempenho de mercado e notas finais

Ao meio-dia, as ações preferenciais do Bradesco recuavam 3,5%, a R$ 18,59. No acumulado do ano, os papéis apresentavam alta de cerca de 2%. O Bradesco mantém a avaliação de que seguirá financiando o crédito com viés moderado e segurança na gestão de risco.

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